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03/11/2026
2 min

Três gatilhos que podem destravar uma recuperação do Ibovespa, segundo analista da EQI

Ibovespa pode lateralizar até haver clareza sobre política econômica, Fazenda e tributação; analista vê P/L mais comedido e juros pressionando a bolsa.

Três gatilhos que podem destravar uma recuperação do Ibovespa, segundo analista da EQI

A definição dos rumos da política econômica, a escolha do próximo ministro da Fazenda e os sinais sobre a condução da política tributária estão entre os principais fatores que podem devolver fôlego ao Ibovespa (IBOV). Na avaliação de Nícolas Merola, analista da EQI Research, esses três pontos serão determinantes para reduzir as incertezas do mercado e permitir uma retomada da bolsa de valores brasileira.

Em entrevista ao Giro do Mercado, programa do Money Times no Youtube, Merola afirma que, até que haja maior clareza sobre essas questões, a tendência é de lateralização do principal índice da B3.

“No curto prazo, a bolsa deve ficar em compasso de espera. Viemos de um período, nos últimos 12 meses, de revisões muito fortes de lucro e mudança de perspectiva muito boa. Agora que o cenário de juros mudou, e aquele corte contínuo ficou em xeque até que as coisas se esclareçam, imaginamos que o Ibovespa deve se lateralizar por algum tempo”, disse.

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026 provocou uma reação negativa nos ativos brasileiros, marcada por altas expressivas na curva de juros, queda da bolsa de valores e valorização do dólar.

Na semana após o segundo turno, o Ibovespa recuou 18,12% e encerrou a última sessão aos 167.921 pontos. Já o dólar à vista terminou a R$ 5,44, com avanço de 9,04% ante o real.

Nesta terça-feira (3), os movimentos se intensificam: o índice recua para o patamar dos 165 mil pontos, enquanto a moeda norte-americana sobe a R$ 5,50.



Merola diz que, antes de 25 de outubro, o Ibovespa dava sinais de recuperação e flertava com a possibilidade de voltar a negociar a múltiplos próximos de suas médias históricas.

O índice chegou, inclusive, a renovar sua máxima histórica após o primeiro turno, quando atingiu 209.066,90 pontos, em 9 de outubro.

Após o resultado eleitoral, com a virada do atual presidente, porém, essa perspectiva perdeu força, afirma o analista. O indicador de preço sobre lucro (P/L) retornou à média dos últimos cinco anos, de aproximadamente 7,5 vezes.

Na avaliação dele, esse patamar representa uma referência mais “comedida” para a precificação das ações, diante de um ambiente ainda pressionado pelas condições macroeconômicas e pela concorrência com os juros elevado

AutorGiovana Leal
FonteMoney Times
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