Tribunal reduz pena de inelegibilidade e mantém Le Pen apta para eleição de 2027

O Tribunal de Apelação de Paris condenou nesta terça-feira, 7, a líder da direita francesa, Marine Le Pen, por desvio de recursos do Parlamento Europeu, mas reduziu sua pena de inelegibilidade para 15 meses efetivos.
Com isso, a política permanece apta a disputar a eleição presidencial de 2027.
Os juízes concluíram que Le Pen, outros 11 réus e o partido Reagrupamento Nacional (RN) utilizaram mais de 2,8 milhões de euros destinados ao pagamento deassistentes parlamentares para financiar funcionários da legenda.
Além da inelegibilidade, Le Pen foi condenada a três anos de prisão, sendo dois com pena suspensa. O ano restante será cumprido com tornozeleira eletrônica, em condições que ainda serão definidas pela Justiça. Ela também deverá pagar multa de 100 mil euros.
O tribunal considerou que Le Pen já cumpriu parte da pena de inelegibilidade desde a condenação em primeira instância, em março de 2025. Dessa forma, ela poderá registrar candidatura nas eleições presidenciais de 2027.
A líder do RN deixou o tribunal sem falar com a imprensa. Seu advogado, Rodolphe Bosselut, afirmou que a defesa analisará a decisão antes de definir os próximos passos.
Condenação mantida
Durante a leitura da sentença, a presidente do tribunal afirmou que agentes políticos devem cumprir padrões elevados de conduta. Já o advogado do Parlamento Europeu, Patrick Maisonneuve, disse que a decisão confirma o desvio de recursos públicos destinados à instituição.
Marine Le Pen deve comentar a decisão em entrevista prevista para esta terça-feira. A expectativa é saber se ela manterá a intenção de disputar a Presidência ou se abrirá espaço para o presidente do partido, Jordan Bardella.
Com informações da EFE.
