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Mundo
10/06/2026
5 min

Trump afirma que Irã 'pagará o preço' e ameaça novos ataques

Trump afirma que Irã 'pagará o preço' e ameaça novos ataques

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 10, que o Irã "demorou demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles e agora terão que pagar o preço" em seu perfil na rede Truth Social.

Trump também disse que está "perto de ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes iranianas", de acordo com a Fox News.

O pronunciamento se deu após a diplomacia iraniana dizer que as negociações foram prejudicadas pelos ataques norte-americanos na região do Estreito de Ormuz durante a noite desta terça-feira, 9.

'Muito petróleo está vazando'

Em seu perfil do Truth, Trump afirmou que "muito petróleo" iraniano está vazando pelo Estreito. O presidetente também agradeceu a "Allah" pela "muralha de aço" americana na região.

Confira o pronunciamento na íntegra:

As Forças Armadas do Irã são um completo caos. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, sequer existe mais – foram completamente derrotadas. O Irã só fala e não age. O valentão do Oriente Médio está MORTO!!! Demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão que pagar o preço!!! Presidente DONALD J. TRUMP

A mídia de notícias falsas se recusa a noticiar a EFICÁCIA do BLOQUEIO NAVAL dos EUA, o bloqueio mais bem-sucedido da história da guerra naval. NADA PASSA a menos que queiramos. É UMA MURALHA DE AÇO! O Irã NÃO está fazendo negócios, não está pagando suas forças armadas, nem nenhuma de suas contas, e está se tornando rapidamente uma NAÇÃO FRACASSADA! Muito petróleo está vazando. Louvado seja Allah! Presidente DONALD J. TRUMP

Impasse diplomático em meio ao frágil cessar-fogo

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta quarta-feira que os Estados Unidos prejudicaram os esforços diplomáticos internacionais para negociar o fim da guerra entre os países.

"Infelizmente, os Estados Unidos estão prejudicando o processo diplomático com as mensagens contraditórias que estão enviando, com suas reiteradas mudanças de posição e de demandas e, o pior de tudo, com suas repetidas violações do cessar-fogo", em vigor desde 8 de abril, afirmou em um vídeo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei. "Qualquer processo diplomático é prejudicado pelo uso da força e pelo recurso a ações ilegais no terreno."

Os ataques representam o momento de maior tensão entre Washington e Teerã desde a trégua de 8 de abril e aconteceram pouco após o presidente Donald Trump ter afirmado que as negociações de paz entre os dois países estavam na "fase final".

A escalada militar também diminuiu as chances de reabertura do Estreito de Ormuz, que o Irã mantém praticamente bloqueado desde o início da guerra.

Fim dos ataques americanos ao Irã

As forças armadas dos Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira que finalizaram os ataques ao Irã iniciados no dia anterior. De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), alvos iranianos próximos ao Estreito de Ormuz foram atingidos durante a operação, realizada em retaliação ao abate de um helicóptero Apache do Exército americano na segunda-feira, 8, na região.

Em artigo publicado na rede social X, o Centcom afirmou que as forças armadas "concluíram ataques de autodefesa contra o Irã em 9 de junho, sob ordens do Comandante-em-Chefe, em resposta à queda de um helicóptero Apache do Exército dos EUA no dia anterior."

"As forças do CENTCOM atacaram sistemas de defesa aérea iranianos, estações de controle terrestre e radares de vigilância próximos ao Estreito de Ormuz com munições de precisão disparadas por caças da Força Aérea e da Marinha dos EUA", afirmou o Comando Central dos EUA. "A operação foi uma resposta proporcional aos recentes ataques contra forças americanas e navios comerciais internacionais que transitavam pelas águas da região."

Os ataques ao Irã começaram horas após o presidente Donald Trump prometer retaliação pelo abate de um helicóptero do Exército americano.

As forças armadas americanas "começaram a lançar ataques de autodefesa contra o Irã, às 17h (horário do leste dos EUA) de hoje, sob as ordens do Comandante-em-Chefe, em resposta ao abate de ontem de um helicóptero Apache do Exército americano", afirmou o Centcom nas redes sociais.

Retaliação de Teerã

Após o início dos ataques americanos na terça-feira, o Irã atacou bases dos Estados Unidos na Jordânia e no Bahrein durante a madrugada desta quarta-feira.

As forças iranianas lançaram "mísseis de longo alcance" e "atingiram e destruíram quatro grandes alvos" na Jordânia, anunciou a Guarda Revolucionária em um comunicado.

O Exército jordaniano informou que derrubou cinco mísseis iranianos, sem informar sobre vítimas ou danos materiais.

As hostilidades se estenderam a outros países do Oriente Médio, como o Bahrein, onde a Guarda também anunciou um ataque contra uma base americana.

O Exército do Kuwait afirmou que suas defesas aéreas repeliram "alvos aéreos hostis", sem mencionar inicialmente a origem do ataque. O Irã já atacou bases americanas no país.

A diplomacia iraniana afirmou nesta quarta-feira que países vizinhos do Golfo têm a "responsabilidade legal e moral" de impedir os ataques americanos e israelenses a partir de seus territórios.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, advertiu pouco antes no X que as forças militares do país "não deixarão sem resposta nenhum ataque ou ameaça".

AutorPaloma Lazzaro
FonteExame
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