Trump chama Nobel da Paz de “corrupto” após prêmio a Navi Pillay
Presidente dos EUA criticou a escolha da jurista sul-africana, ligada à ONU, e voltou a reivindicar a honraria para si

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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, chamou nesta sexta-feira de “desconhecida” a juíza sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, vencedora do Nobel da Paz, e acusou o comitê do prêmio de corrupção. Trump parabenizou Pillay, mas afirmou que os Estados Unidos, representados por ele, deveriam ter recebido a honraria por sua atuação na resolução de conflitos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira a escolha da juíza sul-africana Navanethem “Navi” Pillay como vencedora do Nobel da Paz e afirmou que o comitê responsável pela premiação é “corrupto”.
Durante um comício em Syracuse, no estado de Nova York, Trump disse que nunca havia ouvido falar de Pillay. Na sequência, porém, descreveu a jurista como uma “pessoa liberal que trabalha nas Nações Unidas” e a parabenizou pelo prêmio.
“Hoje deram o Prêmio Nobel da Paz a uma pessoa de quem eu nunca tinha ouvido falar”, afirmou.
Depois do anúncio, Trump elevou o tom contra a premiação e disse que o Nobel da Paz teria sido “desacreditado para sempre” por um grupo que classificou como “ideólogos radicais”, “antidemocráticos” e “inimigos da civilização”.
O presidente também afirmou que o prêmio é “corrupto”.
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As críticas foram acompanhadas de uma nova defesa de sua própria candidatura à honraria.
“Os Estados Unidos da América, representados por mim como seu presidente, deveriam ter recebido o prêmio Nobel da Paz, mas não o receberam”, disse Trump.
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Pillay e o pano de fundo com o TPI
Pillay é ex-juíza do Tribunal Penal Internacional, o TPI, corte internacional responsável por julgar indivíduos acusados de crimes como genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra.
Ela também integrou uma comissão independente das Nações Unidas sobre Israel e os territórios palestinos ocupados. O grupo concluiu que Israel havia cometido genocídio em Gaza.
A premiação ocorre em meio à tensão entre o governo Trump e o TPI. Após o anúncio do Nobel a Pillay, os Estados Unidos decidiram sancionar o tribunal.
