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Mundo
03/11/2026
4 min

Trump chega às midterms com uma das piores aprovações da história moderna dos EUA

Índices de popularidade do republicano atingem níveis baixos, em meio à insatisfação dos americanos com inflação e custo de vida

Trump chega às midterms com uma das piores aprovações da história moderna dos EUA
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Donald Trump enfrenta as midterms de 2026 nesta terça-feira com 37,7% de aprovação, segundo o índice agregado da organização Ballotpedia, abaixo de Joe Biden em 2022. A economia pressiona o Partido Republicano: pesquisa da agência Associated Press e do NORC Center indica 26% de aprovação à gestão econômica e 17% à atuação sobre o custo de vida.

As eleições de meio de mandato de 2026 chegam com um peso histórico para a Casa Branca: Donald Trump enfrenta as urnas com uma aprovação estagnada na casa dos 33%, um dos índices mais baixos da história moderna dos Estados Unidos para este estágio do mandato.

Impulsionado pelo descontentamento contínuo dos eleitores com a inflação e o custo de vida, o cenário transforma a votação desta terça-feira em um verdadeiro plebiscito sobre a administração republicana, ameaçando o controle do partido na Câmara e no Senado.

Os números o colocam no mesmo patamar — ou até ligeiramente abaixo — dos piores momentos de Joe Biden em 2022 e do seu próprio primeiro mandato em 2018.

De acordo com o índice agregado da Ballotpedia, na 93ª semana de seu segundo mandato (exatamente o período das midterms de 2026), a aprovação geral de Trump está em 37,7%. Para efeito de comparação, no mesmo exato ponto de seu mandato, Joe Biden registrava 43,2% de aprovação, e o próprio Trump, em seu primeiro mandato, tinha 43,7%.

Em um relatório recente, o Pew Research Center, um think tank americano apartidário, destacou que o índice de aprovação de Trump é baixo para os padrões históricos, figurando abaixo da maioria dos presidentes recentes no mesmo estágio e empatando com os piores momentos de impopularidade de governos anteriores.

Economia e custo de vida

A economia, ancorada na inflação e no preço da gasolina, consolidou-se como o maior desafio do Partido Republicano para manter o controle do Congresso nas eleições de 2026. Apesar de Donald Trump ter vencido a eleição presidencial de 2024 com a promessa de reduzir o custo de vida "no primeiro dia", o cenário atual mostra um eleitorado pressionado pela alta nos postos de combustíveis e nos supermercados.

Uma pesquisa da Associated Press e do NORC Center for Public Affairs Research, de novembro de 2026, aponta que apenas 26% dos americanos aprovam a gestão de Trump na economia — uma nova mínima que consegue ser dois pontos percentuais inferior aos piores índices de Biden no mesmo quesito.

O mesmo levantamento da AP-NORC mostra que apenas 17% dos adultos dos EUA aprovam a forma como ele está lidando com o custo de vida.

A guerra envolvendo o Irã, iniciada no fim de fevereiro de 2026, causou um choque no mercado de energia. O preço médio do galão de gasolina nos EUA na reta final da campanha atingiu cerca de US$ 4,28 a US$ 4,30, um salto de mais de 40% desde o início do conflito. O diesel, combustível essencial para o frete e a agricultura, disparou para a casa de US$ 6,34 a US$ 6,59 o galão.

Institutos econômicos apontam que a política protecionista do segundo mandato de Trump alimentou a inflação interna. O Yale Budget Lab projeta que a nova rodada de tarifas (de 10% sobre bens importados) custará em média US$ 1.100 a mais por ano para as famílias americanas.

"O presidente Trump implementou uma agenda econômica agressiva e pró-crescimento que atenuou a crise histórica de inflação de 40 anos de Biden, impulsionou o crescimento econômico e aumentou os salários", afirmou um porta-voz da Casa Branca, tentando justificar o cenário.

Em um comício no fim do mês passado, Trump também tentou minimizar a alta de preços afirmando que os Estados Unidos estão ganhando mais dinheiro com o cenário atual.

"Nosso país está ganhando centenas de bilhões de dólares por causa do que está acontecendo no Oriente Médio. [...] Eles [outros países] estão vindo para o Texas, para Oklahoma e Louisiana, e estão levando esse petróleo. [...] Minha equipe disse: 'Por favor, não mencione isso, senhor. Porque as pessoas estão pagando um pouco mais caro [na bomba]'. [...] Mas eu disse: 'Eu não dou a mínima, vou falar'. Nós estamos ganhando uma maldita fortuna. Nosso país está ficando cada vez mais forte. E os preços na bomba vão cair", afirmou o presidente no evento com apoiadores.

AutorDiego Pavão
FonteExame
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