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Mundo
02/07/2026
2 min

Trump defende tarifas e diz que evitou '8 guerras' graças à política de taxações

Trump defende tarifas e diz que evitou '8 guerras' graças à política de taxações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 2, que as tarifas alfandegárias adotadas após seu retorno à Casa Branca funcionam como uma ferramenta de pressão diplomática e que teria evitado “oito guerras” com essa estratégia.

"Evitei oito guerras graças às tarifas", disse o republicano à emissora americano CNBC.  Ele acrescentou que chegou a ameaçar impor taxas de até 200% a diferentes países “como mecanismo de dissuasão” em momentos de tensão, sem detalhar os casos mencionados.

Trump afirmou ainda que "isso foi reconhecido por diferentes atores internacionais".

"Acho que é algo muito americano", disse ao justificar o uso de tarifas como instrumento de pressão política e econômica.

O presidente americano comentou que um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos autorizou a continuidade da tarifa global de 10% aplicada em fevereiro, após decisão da Suprema Corte que invalidou parte do pacote tarifário anterior.

A corte permitiu a manutenção temporária das cobranças enquanto o processo judicial segue em andamento. As tarifas foram estabelecidas sob a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, com validade prevista até o fim de julho, caso não haja prorrogação pelo Congresso.

Em outro trecho da entrevista, Trump tratou da política em relação ao Irã e ao estreito de Ormuz. Ele defendeu a operação americana na região e afirmou: "Isso não é uma guerra propriamente dita. É a desnuclearização do Irã".

Ele reiterou que "não se pode permitir que eles tenham uma arma nuclear".

Política comercial, tecnologia e disputa geopolítica

O governo Trump também defendeu a expansão da indústria de semicondutores nos Estados Unidos, com a meta de alcançar uma posição dominante no setor, considerado estratégico para a segurança nacional.

A administração enquadra a política comercial e o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) em uma competição direta com a China, com foco em liderança tecnológica global.

Trump afirmou: "Se não o fizermos, a China o fará. Os EUA estão muito à frente em IA. Estamos liderando substancialmente em IA sobre a China e sobre qualquer outro país".

No campo das big techs, o presidente não confirmou se o governo avalia uma possível participação de 5% na OpenAI, segundo reportagem do Financial Times.

Ele citou a Intel como exemplo de atuação estatal no setor privado: "O governo tem uma participação na Intel. Essa empresa tinha um problema, e eu disse que poderia resolvê-lo, mas que queria 10% da companhia".

AutorMateus Omena
FonteExame
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