Trump desiste de impor novas tarifas sobre aviões comerciais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu não aplicar novas tarifas sobre aviões comerciais, motores a jato e componentes do setor, apesar de uma investigação do governo concluir que o país depende excessivamente de fornecedores estrangeiros.
A decisão foi oficializada nesta quinta-feira, 9, por meio de uma proclamação presidencial.
O documento informa que a investigação conduzida pelo Departamento de Comércio identificou riscos para a indústria aeronáutica americana e para a segurança nacional, mas recomenda que novas tarifas não sejam impostas neste momento.
Investigação apontou dependência de fornecedores estrangeiros
A apuração foi realizada com base na Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962, o mesmo instrumento utilizado por Trump para justificar tarifas sobre setores como aço, alumínio e automóveis.
Segundo o governo americano, práticas adotadas por outros países continuam prejudicando os fabricantes de aeronaves dos Estados Unidos e ampliando a dependência de cadeias globais de suprimentos. Ainda assim, o Departamento de Comércio concluiu que o momento é de negociar medidas para reduzir essa dependência, em vez de adotar novas sobretaxas.
Embraer evita novo impacto
A decisão afasta, ao menos por enquanto, o risco de novas tarifas sobre fabricantes de aeronaves que exportam para os Estados Unidos, como a Embraer.
A empresa brasileira chegou a ser afetada pelas medidas comerciais adotadas por Trump, mas as tarifas aplicadas à fabricante foram suspensas temporariamente em julho de 2025.
Porta continua aberta para novas medidas
Embora tenha descartado a adoção imediata de tarifas, a proclamação assinada por Trump não encerra o assunto.
O governo americano afirma que continuará negociando com parceiros comerciais para ajustar o volume de importações do setor aeronáutico e deixa aberta a possibilidade de adotar novas restrições caso considere que a segurança nacional esteja ameaçada.
*Com informações de AFP
