Trump diz que EUA vão ‘cuidar de Cuba’ depois de lidarem com o Irã
O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (23), durante um comício na Flórida, que os Estados Unidos “vão cuidar” de Cuba depois de lidarem com o Irã e que enviariam o secretário de Estado Marco Rubio para finalizar um acordo com o país latino. No mês anterior, Trump havia previsto que Washington e Havana chegariam […]

O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (23), durante um comício na Flórida, que os Estados Unidos “vão cuidar” de Cuba depois de lidarem com o Irã e que enviariam o secretário de Estado Marco Rubio para finalizar um acordo com o país latino.
No mês anterior, Trump havia previsto que Washington e Havana chegariam a um acordo, descartando a necessidade de intervenção militar na ilha. A fala ocorreu em meio a uma escalada da pressão do governo norte-americano sobre Cuba.
Trump tem sido explícito sobre os objetivos em relação ao país, ressaltando que busca mudar o regime comunista cubano.
As investidas do presidente norte-americano se intensificaram após a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que depôs o presidente Nicolás Maduro em janeiro deste ano.
Os bloqueios de Trump contra Cuba
Washington mantém sanções comerciais contra Cuba há mais de 60 anos. Segundo o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, os danos causados pelo embargo subiram 7% em 2025 na comparação com o ano anterior e chegaram a US$ 8,1 bilhões.
Porém, com o retorno de Trump à Casa Branca, as restrições vêm sendo intensificadas. No início deste ano, os Estados Unidos determinaram um bloqueio de petróleo contra Cuba, agravando a escassez de combustível e os apagões que já afetam o país por causa da infraestrutura precária.
Durante a Assembleia Geral da ONU no mês passado, Trump chamou Cuba de “Estado falido” e disse que “a liberdade chegará” à ilha. O comentário do republicano levou a delegação cubana a deixar o plenário.
Em seguida, Rodríguez afirmou que Havana estaria sempre aberta ao diálogo com Washington, mas ressaltou que não havia nenhuma negociação em curso nem previsão de conversas futuras com os Estados Unidos.
*Com informações da Reuters.
