Trump interrompe ataques ao Irã para abrir espaço a negociações, dizem veículos

Os Estados Unidos interromperam quase duas semanas consecutivas de bombardeios contra o Irã enquanto o presidente Donald Trump avalia uma saída diplomática para o conflito, segundo informações divulgadas neste sábado (25) por veículos de imprensa dos Estados Unidos e de Israel.
De acordo com o portal Axios, Trump determinou que as Forças Armadas americanas suspendessem novos ataques na sexta-feira para "dar maior espaço à diplomacia". A informação foi atribuída a duas fontes com conhecimento da decisão.
A rádio pública israelense KAN também informou, com base em um funcionário do governo de Israel, que o país se preparava para um "poderoso bombardeio" dos Estados Unidos na noite de sexta-feira, mas que a ofensiva foi adiada para oferecer ao Irã "outra oportunidade de voltar à mesa de negociação".
As informações coincidem com uma publicação do ministro da Saúde do Irã, Hossein Kermanpour, que afirmou nas redes sociais que o país não sofreu ataques durante a última noite.
"Felizmente, não se registrou nenhum ataque na última noite", escreveu Kermanpour na rede social X. "Parece que nosso querido Irã teve uma noite tranquila."
Trump mantém opção militar e negociações
A pausa ocorre duas semanas após a intensificação da ofensiva americana contra o Irã, iniciada depois que Trump encerrou o memorando de entendimento firmado em junho para suspender as hostilidades. Segundo a EFE, os confrontos tiveram início em 28 de fevereiro.
Na sexta-feira, Trump reuniu-se na Casa Branca com seus principais assessores para discutir a possibilidade de um "ataque massivo" contra o Irã. Ao mesmo tempo, afirmou que continuam as conversas com a República Islâmica para tentar alcançar um acordo diplomático.
Durante um pronunciamento de cerca de 38 minutos, o presidente americano disse que enviados dos Estados Unidos conversaram com representantes iranianos em seis ocasiões, sinalizando que a Casa Branca voltou a priorizar uma solução negociada, segundo o jornal The Washington Post.
Conflito pressiona petróleo e região
As duas semanas de ataques elevaram para 18 o número de militares americanos mortos desde o início da guerra, de acordo com a EFE. O conflito também pressionou o mercado de energia, com o barril de petróleo chegando perto de US$ 100, o maior nível desde maio.
Em outro sinal de redução das tensões, o Catar anunciou neste sábado que retomará, a partir de domingo, todas as atividades de navegação marítima suspensas havia mais de dez dias devido à escalada militar na região.
Apesar dos indícios de distensão, autoridades iranianas mantiveram o tom de confronto. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohammad Baqer Zolqadr, afirmou que os ataques contra interesses americanos continuarão "até a rendição total do inimigo".
