Trump lança programa de poupança para crianças e adolescentes nesta quinta-feira

O governo dos Estados Unidos lançará nesta quinta-feira, 27, um aplicativo voltado para o gerenciamento das chamadas Contas Trump, programa de poupança destinado a crianças e adolescentes. A informação foi confirmada pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, durante reunião de gabinete na Casa Branca.
Segundo Bessent, a plataforma permitirá que pais acompanhem e administrem as contas abertas para os filhos antes do início oficial do programa, marcado para 4 de julho. “Isso colocará o sonho americano nas mãos de pais e filhos”, afirmou o secretário.
O integrante do governo Donald Trump também declarou que “quase 6 milhões” de crianças já foram inscritas nas contas com benefícios fiscais.
Como o programa funcionará?
As contas serão operadas pela Robinhood Markets e pelo Bank of New York Mellon. O BNY ficará responsável pela administração inicial das contas e pelo desenvolvimento do aplicativo. Já a Robinhood atuará como corretora e administradora inicial do programa.
O governo depositará US$ 1 mil para crianças nascidas entre o início de 2025 e o fim de 2028. O valor poderá render juros isentos de impostos até o momento do saque.
Pais de crianças nascidas fora desse intervalo também poderão abrir contas, mas sem acesso ao depósito federal inicial.
O programa prevê que familiares, empregadores e outros contribuintes façam depósitos adicionais nas contas. Os recursos permanecerão bloqueados até que o titular complete 18 anos.
Após esse período, o modelo funcionará de forma semelhante a uma conta individual de aposentadoria. O saque para finalidades diferentes de educação, nascimento, adoção ou entrada na compra da primeira casa poderá gerar penalidades financeiras.
Governo Trump relaciona programa ao incentivo de Poupança Familiar
As Contas Trump fazem parte de uma iniciativa do governo americano voltada ao incentivo de poupança de longo prazo para crianças e adolescentes. O programa combina aportes federais, isenção tributária sobre rendimentos e participação de instituições financeiras privadas.
Durante a mesma reunião de gabinete, Scott Bessent também comentou os efeitos econômicos da guerra envolvendo o Irã. Segundo ele, a inflação gerada pelo conflito teria caráter “transitório” e os preços deveriam retornar aos níveis anteriores após o encerramento da guerra.
