Trump ordena bombardear o Irã em 'níveis nunca vistos' se for assassinado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira, 10, que orientou o Pentágono a realizar ataques contra o Irã em "níveis nunca antes vistos" caso seja morto em uma ação atribuída à república islâmica.
Em entrevista ao jornal The New York Post, Trump afirmou que se considera um alvo de Teerã há anos. "Estou na lista deles há muito tempo. É com isso que estamos lidando", disse. Em seguida, acrescentou: "Deixei instruções: se algo acontecer, que os bombardeiem literalmente a níveis que nunca antes viram".
A declaração foi uma resposta a reportagens publicadas pela imprensa que indicavam que Israel teria informado aos Estados Unidos sobre um suposto novo plano do Irã para assassinar o presidente norte-americano.
Durante a mesma entrevista, porém, Trump indicou que não há indícios de um complô recente. Ainda assim, reforçou que acredita ser alvo do governo iraniano há bastante tempo. "Não, não. Israel não disse nada. Não, não. Estou no topo da lista há muito tempo, e a vida é assim, sabe?", afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de ser assassinado, respondeu: "Espero que sintam minha falta".
As declarações ocorrem em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã, após novos confrontos militares e trocas de ameaças que encerraram o cessar-fogo firmado no mês passado.
Na quarta-feira, durante participação na cúpula da Otan, realizada na Turquia, Trump já havia dito que figura entre os principais alvos do Irã. Na ocasião, relacionou as ameaças à morte do general iraniano Qasem Soleimani, morto em 2020 em uma operação autorizada durante seu primeiro mandato.
Enquanto isso, o Irã realizou nesta quinta-feira o sepultamento do líder supremo, Ali Khamenei, morto em um bombardeio ocorrido no primeiro dia da ofensiva conduzida por Estados Unidos e Israel contra a república islâmica, em 28 de fevereiro.
O filho e sucessor de Khamenei, Mojtaba Khamenei, voltou a não aparecer em público. Ele não é visto desde 28 de fevereiro, nem mesmo após ser designado líder supremo, em 8 de março, circunstância que mantém a circulação de rumores sobre seu estado de saúde.
*Com informações da agência EFE.
