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Sacre Investimentos
Mundo
21/07/2026
3 min

Trump prepara tarifas contra 60 países, diz representante

Trump prepara tarifas contra 60 países, diz representante

Os Estados Unidos anunciarão nos próximos dias uma nova rodada de tarifas comerciais que poderá atingir cerca de 60 países, segundo afirmou nesta terça-feira o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer. A expectativa é que as medidas substituam as tarifas temporárias adotadas pelo governo do presidente Donald Trump após parte de sua política comercial ter sido derrubada pela Suprema Corte.

Em entrevista à CNBC, Greer disse que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu investigações sobre práticas comerciais de diversos parceiros e que os resultados devem ser divulgados ainda nesta semana.

Segundo o representante, as novas tarifas terão como base apurações relacionadas, principalmente, ao combate ao trabalho forçado nas cadeias de produção.

A nova ofensiva comercial busca substituir a tarifa geral de 10% adotada temporariamente por Trump depois que a Suprema Corte anulou parte das sobretaxas impostas pelo governo no ano passado.

Na ocasião, a Corte entendeu que o presidente utilizou uma interpretação inconstitucional da legislação para justificar parte das medidas comerciais.

A decisão não afetou, porém, as tarifas setoriais já aplicadas sobre produtos como automóveis, aço, alumínio e cobre.

Para manter sua política tarifária, Trump recorreu a outro dispositivo legal, que permite a adoção de tarifas por até 150 dias enquanto novas investigações comerciais são conduzidas.

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Países podem enfrentar tarifas diferentes

As investigações conduzidas pelo USTR servem de base para tornar as medidas permanentes.

No início de junho, Greer propôs a adoção de tarifas de 12,5% para cerca de 45 países que, segundo Washington, não possuem legislação que proíba a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

Já países que contam com esse tipo de norma, mas cuja fiscalização é considerada insuficiente pelos Estados Unidos, poderão ser alvo de uma tarifa menor, de 10%.

Nesse grupo estão Canadá, México, Equador, Indonésia, Paquistão e a União Europeia. O Reino Unido também deve receber a mesma alíquota por possuir uma legislação considerada apenas parcial sobre o tema.

Segundo Greer, os Estados Unidos possuem regras rígidas para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado e avaliam que muitos parceiros comerciais não adotam padrões equivalentes.

Brasil e Canadá já foram alvo de novas medidas

O anúncio ocorre poucos dias após o governo Trump ampliar sua política tarifária contra outros parceiros comerciais.

Na última quinta-feira, Washington anunciou uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros. Segundo o governo americano, a medida responde a políticas adotadas pelo Brasil que, na avaliação dos EUA, reduziram o acesso de empresas americanas ao mercado brasileiro.

Já o Canadá foi alvo, na segunda-feira, de uma sobretaxa adicional de 50%, que entrará em vigor dentro de um mês.

Segundo Greer, a decisão representa uma resposta às medidas de retaliação adotadas por Ottawa após as primeiras tarifas impostas pelos Estados Unidos em 2025. O representante afirmou que Washington vinha tentando negociar mudanças com o governo canadense há cerca de um ano, sem sucesso.

*Com AFP 

AutorEstela Marconi
FonteExame
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