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Mundo
21/07/2026
4 min

Trump promete ampliar apoio ao Líbano, que busca cessar-fogo com Israel

Trump promete ampliar apoio ao Líbano, que busca cessar-fogo com Israel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta terça-feira, 21, "ajudar muito" o Líbano em meio às negociações de paz com Israel. Os países têm estado em conflito desde março e buscam firmar um acordo de paz, mediado pelos EUA.

Com4,3 mil mortos no Líbano desde o início dos ataques, de acordo com dados do Ministério da Saúde do país, o presidente Joseph Aoun está na Casa Branca para tentar firmar parceria com o governo Trump em prol de um cessar-fogo.

A visita é a primeira de um presidente libanês a Washington desde 2009 e teve como principal objetivo reforçar o apoio dos Estados Unidos ao processo de estabilização do país. Segundo o presidente libanês, o objetivo é encerrar de forma definitiva as hostilidades entre Líbano e Israel.

Durante o encontro na Casa Branca, Trump afirmou que o Líbano foi um país "muito maltratado" ao longo de décadas e reiterou que Washington pretende ampliar seu apoio ao governo de Beirute. "Vamos ajudá-lo. Vamos ajudá-lo muito", disse o presidente americano.

"Sinto profundo apreço pela amizade do Presidente Trump", afirmou o líder libanês em mensagem registrada no livro de visitas da sede do Executivo americano. Aoun agradeceu o apoio americano à soberania do Líbano, às instituições do país e às Forças Armadas Libanesas, destacando a parceria entre os dois governos.

Exército libanês tenta ampliar presença no sul do país

Um dos principais pilares das negociações envolve o fortalecimento das Forças Armadas Libanesas (FAL), responsáveis por expandir a presença do Estado no sul do país, região onde se concentram as maiores tensões com Israel.

Ex-comandante do Exército, Aoun classificou a instituição como a "espinha dorsal da segurança e da estabilidade" do Líbano e afirmou que o apoio dos Estados Unidos é essencial para evitar um novo período de instabilidade semelhante ao vivido durante a guerra civil iniciada na década de 1970.

Apesar de ser a força militar oficial do país, oExército libanês possui capacidade limitada e depende de assistência internacional para ampliar sua atuação. O governo aposta justamente no fortalecimento da instituição para demonstrar que o Estado é capaz de exercer autoridade sobre o sul do território e reduzir a influência de grupos armados.

Nesta terça-feira, militares libaneses iniciaram o deslocamento para uma das chamadas "zonas-piloto", na localidade de Zautar al Gharbiya. A medida atende a uma das principais exigências de Israel para retirar suas tropas da região ocupada.

O avanço, entretanto, ocorreu em meio a novos episódios de tensão. O governo libanês acusou soldados israelenses de efetuarem disparos próximos às tropas nacionais. Israel respondeu afirmando que militares libaneses haviam avançado além da área prevista no acordo e disse que seus soldados dispararam apenas para o alto.

Hezbollah continua sendo principal impasse

Outro tema central das conversas entre Washington e Beirute foi o futuro do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã que mantém influência política e militar no Líbano.

Desde que assumiu a Presidência, no início de 2025,Joseph Aoun defende que todas as armas presentes no país passem a ficar sob controle exclusivo do Estado. O Hezbollah, no entanto, rejeita tanto essa proposta quanto as negociações de paz com Israel.

A posição é compartilhada pelos Estados Unidos. Após reunião com Aoun no último domingo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o Líbano não alcançará uma paz duradoura enquanto o Hezbollah permanecer armado.

Segundo analistas ouvidos pela AFP, o deslocamento das tropas libanesas para o sul representa o primeiro grande teste do acordo em construção. A continuidade das negociações dependerá tanto da retirada das forças israelenses das áreas previstas quanto da postura do Hezbollah diante da expansão da presença do Exército libanês.

Com AFP

AutorPaloma Lazzaro
FonteExame
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