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Mundo
31/07/2026
2 min

Trump usa crise em Ceuta para defender política migratória nos EUA

Presidente americano afirmou que os EUA poderão enfrentar cenário semelhante ao de Ceuta caso democratas vençam as eleições de 2028

Trump usa crise em Ceuta para defender política migratória nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 31, que a crise migratória em Ceuta, enclave espanhol no norte da África, serve de alerta para os Estados Unidos.

Segundo ele, o país poderá enfrentar uma situação semelhante caso os democratas vençam as eleições presidenciais de 2028.

"É terrível. Lembrem-se dessa imagem. Assim estaremos nós daqui a três anos se o lado errado vencer", disse Trump em entrevista à emissora Fox News.

O presidente também afirmou que os americanos "não viverão muito bem" caso a oposição retorne ao poder. Desde que reassumiu a Casa Branca, Trump endureceu a política migratória, restringindo o acesso ao asilo e intensificando o controle da fronteira com o México.

Crise migratória em Ceuta

A declaração foi feita em meio à crise migratória registrada em Ceuta, território espanhol localizado na costa norte da África. Milhares de pessoas cruzaram irregularmente a fronteira com Marrocos nos últimos dias, provocando uma mobilização das forças de segurança espanholas.

Segundo o Ministério do Interior da Espanha, cerca de 49 mil migrantes atravessaram a fronteira, dos quais mais de 25 mil já retornaram ao Marrocos. A crise deixou pelo menos 34 mortos durante as tentativas de travessia.

O governo espanhol reforçou o controle da fronteira com apoio do Exército e anunciou um acordo com Rabat para acelerar a devolução de pessoas que entraram irregularmente no território.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, classificou a entrada em massa de migrantes como um "ataque" e uma "violação da integridade territorial da Espanha".

A Casa Branca também comentou o episódio e atribuiu a crise às políticas migratórias do governo espanhol, criticando o que chamou de medidas "globalistas de extrema-esquerda" adotadas por Sánchez.

*Com EFE

AutorEstela Marconi
FonteExame
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