Trump volta a defender controle da Groenlândia e Dinamarca reage: 'não está à venda'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender nesta quarta-feira, 8, que os Estados Unidos assumam o controle da Groenlândia. Durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Ancara, o republicano afirmou que a ilha "é muito importante" para a segurança americana e classificou o território como "um grande problema" para Washington.
Ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, Trump afirmou que pretende levar o tema aos demais líderes da aliança e criticou a Dinamarca por manter o controle do território autônomo.
"Precisamos da Groenlândia para a proteção do mundo, não apenas dos Estados Unidos", disse o presidente. Trump também afirmou que Washington "não deveria ter devolvido" a ilha à Dinamarca após a Segunda Guerra Mundial.
O presidente americano voltou a afirmar que Copenhague investe pouco na Groenlândia e disse que os aliados europeus resistem às suas propostas apesar do apoio militar oferecido pelos Estados Unidos.
As declarações reforçam uma posição defendida por Trump desde o início de seu mandato e que tem provocado atritos entre Washington e aliados europeus.
Resposta da Dinamarca
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reagiu às declarações ao chegar à cúpula da Otan. Ela afirmou que a Groenlândia "não está à venda" e ressaltou que o governo dinamarquês defenderá sua soberania e integridade territorial.
"Esperamos que todos respeitem o direito do povo groenlandês à autodeterminação e a soberania da Dinamarca", afirmou.
Líderes da Islândia, da Holanda e da Letônia também manifestaram apoio à Dinamarca e defenderam o fortalecimento da segurança no Ártico.
*Com EFE
