TRXF11 e Matriz fecham operação de R$ 1,4 bi em galpões alugados ao Mercado Livre
Negócio envolve três galpões com 237 mil m² de área locável; dois têm contratos de aluguel de dez anos com a varejista

A TRX Gestora e a Matriz Investimentos & Participações concluíram nesta quinta-feira, 15 de outubro, uma operação de R$ 1,435 bilhão envolvendo um complexo logístico em Guarulhos, na Grande São Paulo. O empreendimento reúne três galpões, com área locável total de 237,4 mil metros quadrados, e tem contratos de longo prazo com o Mercado Livre para dois deles.
A transação envolve a aquisição indireta dos imóveis pelo TRX Real Estate Fundo de Investimento Imobiliário (TRXF11). A Matriz, por sua vez, continuará responsável pela gestão operacional do empreendimento, ou seja, pela administração do complexo.
Galpões têm contratos de dez anos com o Mercado Livre
Os três galpões são identificados como K100, K200 e K300. Os dois primeiros têm contratos atípicos de locação de dez anos com o Mercado Livre. Esse tipo de contrato tem condições específicas, geralmente estruturadas para atender às necessidades de uma operação de longo prazo.
O K200 já está concluído e em funcionamento. O K100, por sua vez, ainda integra o cronograma de desenvolvimento do complexo. Já a aquisição do K300 depende do cumprimento de condições previstas na operação, entre elas a formalização de um contrato built-to-suit, modelo em que um imóvel é construído ou adaptado sob medida para atender às necessidades de uma empresa.
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O empreendimento está localizado a menos de cinco quilômetros do Aeroporto Internacional de Guarulhos e tem acesso às rodovias Presidente Dutra, Fernão Dias e Ayrton Senna, além do Rodoanel. A proximidade dos principais eixos de transporte favorece atividades de distribuição de mercadorias e comércio eletrônico.
Fundos terão participação de 50% cada
A estrutura anunciada prevê que o TRXF11 e o Fundo de Investimento Imobiliário (FII) Matriz sejam coproprietários dos três galpões, com participação de 50% cada. Isso significa que os dois fundos terão partes iguais na propriedade dos imóveis, por meio de uma estrutura de cotas subordinadas, modalidade de participação em investimentos que pode envolver regras específicas de distribuição de recursos e absorção de perdas.
A operação é voltada a ativos logísticos de grande porte, imóveis destinados a atividades como armazenamento, distribuição e movimentação de mercadorias. Para investidores, esse tipo de empreendimento pode gerar receita por meio dos aluguéis pagos pelas empresas ocupantes, embora os resultados dependam das condições dos contratos e dos custos de operação.
