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Sacre Investimentos
ColunistasACSFII
23/09/2026
5 min

Tubarões saem dos FIIs, o título que ainda paga IPCA+ 14% ao ano, o acordo entre Trump e Irã: o que move o mercado hoje

Entenda por que os tubarões do mercado financeiro estão deixando os fundos imobiliários nas últimas semanas e por que isso não é sinal de perigo para o investidor pessoa física

Tubarões saem dos FIIs, o título que ainda paga IPCA+ 14% ao ano, o acordo entre Trump e Irã: o que move o mercado hoje

Tubarões brancos não costumam nadar em bando. Conhecidos como os maiores peixes predatórios do mundo, são solitários e caçam com seus sentidos aguçados. Eles conseguem detectar quantidades mínimas de sangue na água, percebem campos elétricos emitidos por outros peixes e até mudanças de pressão na água.

Por isso, avistar um cardume de tubarões-brancos fugindo de certa área deve ser uma visão assustadora.

Assim, quando tubarões do mercado financeiro deixam um ativo, um sinal de alerta se acende na mente das pessoas físicas. Que mudança eles sentiram na água para estarem se afastando?

É o caso dos FIIs. Nas últimas semanas, vimos investidores institucionais deixando o mercado imobiliário, enquanto participantes do varejo estavam entrando. Isso é sinal de que o mar não está para peixe?

Não necessariamente. A repórter Dani Alvarenga conversou com Potyguara Camargo, presidente da Latin America REITs Association (Lareal), sobre esse cenário.

Ela explica por que esse movimento pode, na verdade, ser um sinal de saúde e amadurecimento do setor. Entenda tudo nesta matéria aqui.

Saudade do Tesouro IPCA+ 8%?

Tudo que é bom dura pouco. Quem conseguiu aproveitar a rentabilidade de 8% acima da inflação dos títulos públicos fez bom negócio, já que esse patamar parece ter ficado para trás.

No entanto, no mercado de crédito privado, ainda é possível encontrar rendimentos bastante altos. Normalmente, investimentos mais arriscados pagam mais, para compensar o investidor caso ele perca parte do dinheiro.

Não é o caso dos FI-Infras. Entenda nesta coluna da editora Julia Wiltgen por que esses fundos estão oferecendo taxas de mais de 10% acima da inflação, com alguns alcançando até IPCA+ 14%.

Esquenta dos mercados

Os investidores começam esta quarta-feira (23) com um pé atrás. A cautela vem em meio a incertezas sobre o conflito no Oriente Médio.

Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã. O republicano afirmou que teria uma "grande decisão a tomar": fechar um acordo com Teerã ou "aniquilar a República Islâmica, e fazê-lo rapidamente".

Na sequência, porém, disse a repórteres que os líderes dos dois governos tiveram "uma reunião muito boa". "Acredito que faremos um acordo logo depois da eleição, porque não faz sentido [para os iranianos] não fazer", afirmou Trump em discurso na Assembleia Geral da ONU.

O presidente também acrescentou que um entendimento sobre o conflito levaria os preços do petróleo para abaixo dos níveis anteriores à guerra. Por enquanto, no entanto, a commodity oscila entre altas e baixas.

Sem saber exatamente em que pé estão as negociações entre Washington e Teerã, as bolsas asiáticas fecharam o pregão de hoje sem direção única.

As bolsas europeias também operam mistas e perto de estabilidade nesta manhã. Por lá, os investidores digerem dados preliminares de atividade, que mostraram desempenho melhor na zona do euro do que no Reino Unido.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro avançou em setembro, sinalizando expansão mais forte da atividade no bloco. No Reino Unido, por outro lado, o indicador recuou mais do que o previsto.

O clima de cautela chegou até Wall Street, com os índices futuros de Nova York caminhando em direções opostas.

Por aqui, o destaque do dia fica por conta da pesquisa eleitoral AtlasIntel e da palestra do diretor do Banco Central, Nilton David, em conferência do Banco J. Safra.

Outros destaques do Seu Dinheiro

TEMPORADA QUENTE
Miami não para: 11 novidades que estão mudando a cidade em 2026. Hotéis históricos voltam à cena, novos restaurantes chegam a bairros badalados e experiências inéditas ampliam o que Miami tem a oferecer.

TERMÔMETRO DAS ELEIÇÕES
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas. Ação do BB supera com folga a alta do Ibovespa e de outros bancões, enquanto o balanço ainda mostra sinais de fragilidade.

ABRE E FECHA
JBS (JBSS32) fecha capital e J&F quer ser aberta no Brasil: o que muda para o investidor em ações e debêntures na B3. JBS fecha capital no Brasil e J&F busca registro na CVM; veja o impacto para debêntures, BDRs JBSS32 e o acesso do investidor à renda fixa.

SAFRA BRASILEIRA
Azeite brasileiro de R$ 97 conquista 2º lugar entre os melhores do Hemisfério Sul em concurso na França. Produzido em Maria da Fé, em Minas Gerais, o azeite ficou atrás apenas de um chileno; outros dois rótulos da Vinícola Essenza também foram premiados.

DÚVIDA SOBRE ALÍQUOTA
Polêmica sobre imposto de renda de ETFs de renda fixa volta ao radar após XP suspender negociação de seis fundos de crédito. Corretora manifestou dúvidas sobre alíquota de IR que deve ser cobrada em ETFs de debêntures e Letras Financeiras, em razão de os títulos serem atrelados ao CDI.

MUITO CUIDADO
Suzano (SUZB3) ou Klabin (KLBN11)? Bradesco BBI analisa setor de papel e celulose e apresenta sua “top pick”. Banco vê melhora para o setor celulose no curto prazo, mas teme pressão sobre os preços mais adiante e fica mais seletivo entre duas empresas que analisa.

AutorKarin Salomão
FonteSeu Dinheiro
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