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Sacre Investimentos
Economia
15/09/2026
3 min

Último corte na Selic ou ainda tem espaço para mais? Veja as projeções dos bancos

O mercado parece ter poucas dúvidas sobre o próximo passo do Comitê de Política Monetária (Copom), mas a fotografia fica bem menos uniforme quando o horizonte se estende até dezembro. Entre 16 bancos e casas de análise consultados pelo Money Times, todos esperam que o Banco Central reduza a Selic em 0,25 ponto percentual na […]

Último corte na Selic ou ainda tem espaço para mais? Veja as projeções dos bancos

O mercado parece ter poucas dúvidas sobre o próximo passo do Comitê de Política Monetária (Copom), mas a fotografia fica bem menos uniforme quando o horizonte se estende até dezembro.

Entre 16 bancos e casas de análise consultados pelo Money Times, todos esperam que o Banco Central reduza a Selic em 0,25 ponto percentual na decisão desta quarta-feira (16), levando a taxa básica de juros de 14% para 13,75% ao ano.

A unanimidade, porém, termina aí. Para o fim de 2026, as projeções variam entre 13,25% e 13,75%, mostrando que o mercado ainda discute se haverá espaço para novos cortes nas últimas reuniões do ano.

A visão predominante é justamente a mais conservadora. Genial Investimentos, Citi, BB Investimentos, BTG Pactual, C6 Bank, Santander, Bradesco, Itaú Unibanco, JPMorgan e Goldman Sachs projetam a Selic em 13,75% no encerramento de 2026. Nesse cenário, o corte desta semana seria o último do ano.

Na outra ponta estão XP Investimentos, BofA, Inter e ASA, que esperam a taxa básica em 13,25% em dezembro. As projeções indicam, portanto, espaço para mais 0,50 ponto percentual de flexibilização depois da reunião desta semana.

O Safra ocupa uma posição intermediária, com projeção de 13,50% para o encerramento do ano.

Inflação e expectativas entram na conta

O tamanho do espaço para novos cortes dependerá, sobretudo, da evolução da inflação e das expectativas para os próximos anos.

Os dados correntes têm mostrado uma dinâmica mais favorável. O IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, enquanto a inflação acumulada em 12 meses desacelerou de 4,44% para 4,22%. Os núcleos também apresentaram comportamento mais benigno, ainda que permaneçam acima do nível compatível com a meta.

Ao mesmo tempo, a atividade econômica começa a apresentar sinais de moderação, embora o mercado de trabalho continue apertado. O PIB avançou 0,5% no segundo trimestre, enquanto a taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho.

Nesse ambiente, o desafio do Banco Central será calibrar até onde pode levar o ciclo de flexibilização sem comprometer a convergência da inflação à meta. Além do corte em si, os investidores estarão atentos ao tom do comunicado do Copom, principalmente às indicações sobre os próximos passos e à avaliação do colegiado sobre as expectativas de inflação.

E em 2027?

As diferenças ficam ainda maiores quando o horizonte avança para o próximo ano.

Entre as instituições que divulgaram projeções para 2027, o Bradesco apresenta a estimativa mais baixa, de 11% ao ano. A XP espera 11,50%, enquanto Genial, BofA, Goldman Sachs, Safra e ASA projetam 12%.

O Citi, por sua vez, tem a estimativa mais elevada entre as casas com projeção disponível, de 12,50%.

Casa Corte esperado nesta reunião Selic no fim de 2026 Selic no fim de 2027
XP Investimentos 0,25 p.p. 13,25% 11,50%
Genial Investimentos 0,25 p.p. 13,75% 12,00%
Citi 0,25 p.p. 13,75% 12,50%
BB Investimentos 0,25 p.p. 13,75%
BTG Pactual 0,25 p.p. 13,75%
C6 Bank 0,25 p.p. 13,75%
Santander 0,25 p.p. 13,75%
Bradesco 0,25 p.p. 13,75% 11,00%
Itaú 0,25 p.p. 13,75%
JPMorgan 0,25 p.p. 13,75%
BofA 0,25 p.p. 13,25% 12,00%
Goldman Sachs 0,25 p.p. 13,75% 12,00%
Inter 0,25 p.p. 13,25%
Safra 0,25 p.p. 13,50% 12,00%
ASA 0,25 p.p. 13,25% 12,00%
AutorJuliana Caveiro
FonteMoney Times
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