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17/08/2026
5 min

Um copiloto para o RH: Elofy coloca agentes de IA para trabalhar

Plataforma usa inteligência artificial para monitorar clima, analisar desempenho e organizar informações das pessoas colaboradoras

Um copiloto para o RH: Elofy coloca agentes de IA para trabalhar

Pesquisas de clima, avaliações de desempenho, feedbacks, metas e reuniões produzem, todos os dias, informações sobre o que acontece dentro das empresas. O problema é que, na mesma velocidade em que os dados se acumulam, cresce o desafio do RH de traduzi-los e, mais do que isso, tomar decisões a partir deles.

Para apoiar esse trabalho, a Elofy, empresa brasileira de tecnologia para gestão de pessoas, lançou a Inteligência Elo, uma nova camada de IA integrada à sua plataforma, com agentes capazes de analisar pesquisas, acompanhar sinais de atenção, apoiar gestores em avaliações e transformar 1:1s em planos de ação.

A ideia é fazer com que a IA não seja apenas uma ferramenta acionada quando alguém precisa de uma resposta, mas uma espécie de copiloto da gestão, capaz de organizar informações e ajudar a identificar o que merece atenção.

“Hoje, nós temos um mar de dados e informações”, afirma Bruno Cortez, CEO da Elofy. “O que tem mudado bastante é a maneira como você transforma tudo isso em possibilidade de decisões de uma forma rápida.”

O que os dados dizem sobre o clima

Um dos agentes da Inteligência Elo é o Elo Retenção, que acompanha pesquisas (de sentimento e clima, mas também qualquer outra que faça sentido para a organização) na frequência definida pela empresa. Se identifica um sinal de risco, aprofunda a análise e gera uma lista priorizada para o RH, gestores e responsáveis.

O Elo Clima segue uma lógica parecida, mas concentrada na leitura das pesquisas. A ferramenta organiza as respostas, identifica os assuntos mais comentados e apresenta um resumo dos dados, promotores e detratores.

A diferença pode parecer pequena, mas ganha peso em companhias grandes. Uma pesquisa com milhares de funcionários pode gerar um volume de respostas difícil de analisar manualmente em pouco tempo. Encontrar os temas mais recorrentes e separar o que é pontual do que merece atenção exige tempo justamente de uma equipe que precisa decidir o que fazer com essas informações.

A ferramenta não pretende produzir um diagnóstico psicossocial, ressalta Cortez. A função é organizar o conteúdo das pesquisas e destacar assuntos que possam orientar a atuação da empresa.

Uma segunda leitura para a avaliação

A inteligência artificial também entra em um dos processos mais importantes e trabalhosos da gestão de pessoas: a avaliação de desempenho.

O Elo Avaliação funciona como um assistente em formato de chat durante o preenchimento das avaliações. O gestor pode pedir ajuda para verificar a qualidade das respostas, encontrar possíveis contradições, avaliar a coerência do conteúdo e revisar o feedback antes de concluir o processo.

O sistema também considera informações de outros momentos da trajetória da pessoa colaboradora, como feedbacks e planos de desenvolvimento individual, os PDIs.

Faz diferença porque uma avaliação é apenas um recorte da vida profissional de alguém dentro da empresa. Ao levar em conta registros anteriores, a ferramenta ajuda a colocar aquele resultado em contexto e pode servir de ponto de partida para os próximos passos de desenvolvimento.

A lógica é evitar que a avaliação termine no momento que o formulário é preenchido. O que aparece ali pode alimentar conversas, metas e planos que vêm depois.

Da reunião ao que precisa ser feito

Há outro momento da gestão em que muita informação costuma se perder: a conversa individual entre gestor e a pessoa colaboradora. Pensando nisso, a Elofy lançou o Elo 1:1, uma ferramenta que recebe a transcrição da reunião e organiza os principais pontos discutidos. A partir daí, estrutura tópicos, responsáveis, planos de ação e próximos passos.

É uma tarefa simples, mas que costuma ficar para depois — ou nem chegar a ser registrada. Ao assumir essa parte do trabalho, a IA libera o gestor para se concentrar na conversa em si e no acompanhamento do que foi combinado.

“A tecnologia precisa cada vez mais fazer o trabalho operacional dessas pessoas, porque o tempo é cada vez mais escasso”, diz Cortez.

Isso não significa, porém, substituir a relação entre gestor e funcionário. A ferramenta pode organizar o que foi discutido e ajudar a acompanhar as tarefas, mas não ocupa o lugar da conversa. “Conversas, trocas e o tato com as pessoas continuam essenciais”, afirma o executivo.

Uma visão do time e outra de cada pessoa

A Inteligência Elo também se apoia em dois recursos que organizam os dados produzidos pela gestão: o Painel Elo e a OnePage.

O Painel reúne informações da equipe, como metas, pesquisas, avaliações de desempenho e feedbacks. Não há inteligência artificial nessa ferramenta. A ideia é mais simples: colocar em um mesmo lugar informações que ajudam o gestor a entender como está o time.

A OnePage também faz o movimento contrário. Em vez de olhar para a equipe inteira, concentra os dados de uma única pessoa colaboradora, reunindo avaliações, feedbacks, metas e PDIs e mostrando sua evolução ao longo do tempo.

Juntos, os dois recursos dão ao gestor duas perspectivas. Uma mostra o desempenho e os sinais do time; a outra ajuda a acompanhar a trajetória de cada profissional.

No fim, a aposta é menos sobre produzir mais dados e mais sobre fazer com que eles cheguem mais rápido a quem precisa tomar uma decisão. “São elementos que acontecem na base, no operacional, mas que a inteligência artificial consegue traduzir tudo isso em uma resposta de negócio”, diz Cortez.

Confira a entrevista

AutorExame Brand Solutions
FonteExame
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