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21/07/2026
2 min

União Europeia descarta flexibilizar exigências sanitárias para o Brasil; ‘as regras já são conhecidas há bastante tempo’

União Europeia descarta flexibilizar exigências sanitárias para o Brasil; ‘as regras já são conhecidas há bastante tempo’

A União Europeia não pretende flexibilizar as exigências sanitárias impostas ao Brasil para a exportação de carnes e produtos de origem animal, afirmou o embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, em entrevista ao portal g1.

Segundo o diplomata, que representa o país responsável pela presidência rotativa do Conselho da União Europeia, as regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal “já são conhecidas há bastante tempo” e vêm sendo discutidas com as autoridades brasileiras há anos.

“No fim das contas, a responsabilidade é do lado brasileiro, que precisa estabelecer os padrões necessários”, disse.

No início de junho, a União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal ao bloco por considerar que o país não atende às normas de controle do uso de antimicrobianos. Com isso, as exportações de carne bovina, frango, carne equina, além de pescado, mel e tripas, serão suspensas a partir de 3 de setembro.

Na semana passada, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que há poucas chances de o setor conseguir se adequar às exigências dentro do prazo, especialmente na pecuária bovina, cujo ciclo de produção exigiria cerca de 30 meses para adaptação.

Gallagher ressaltou que a decisão foi estritamente técnica e afirmou que outros países sul-americanos permaneceram habilitados a exportar por atenderem aos requisitos europeus. Apesar disso, disse que a União Europeia segue aberta ao diálogo com o governo brasileiro para discutir uma solução, mas descartou qualquer flexibilização das regras.

Apesar do impasse sanitário, Gallagher demonstrou otimismo com o acordo entre Mercosul e União Europeia. Segundo ele, os primeiros números indicam um aumento de aproximadamente R$ 10 bilhões nas exportações brasileiras para o bloco europeu nos dois primeiros meses de vigência do tratado, embora tenha ponderado que ainda é cedo para atribuir o avanço exclusivamente ao acordo. “Tudo indica que o acordo começa a produzir efeitos”

AutorEquipe Money Times
FonteMoney Times
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