Unilever adota biometano para zerar emissões da maior fábrica de desodorantes da América Latina
Com a adesão da unidade de Aguaí, a multinacional chega a seis operações totalmente descarbonizadas no Brasil, evitando 40 mil toneladas de CO2 por ano

Dona de marcas como Dove, Rexona, Axe, Omo, Hellmann's e Knorr, a Unilever acaba de trocar a fonte de energia da maior fábrica de desodorantes da América Latina para zerar suas emissões de gases-estufa.
Em parceria com a Edge, empresa pioneira na abertura do mercado livre de gás natural no Brasil, a multinacional passará a abastecer integralmente com biometano sua unidade de Aguaí, no interior de São Paulo.
A mudança é mais um passo rumo à descabonização da operação e evita o lançamento de mais de 700 toneladas do poluente na atmosfera por ano. Até 2030, a meta é chegar à neutralidade em carbono nos escopos 1 e 2.
O contrato prevê o fornecimento de 1.125 metros cúbicos de biometano por dia. Com a aquisição, a fábrica é a quinta da Unilever no Brasil a funcionar totalmente com a fonte renovável e a sexta a eliminar por completo as emissões de sua produção.
Hoje, mais de 85% de todo o volume fabricado pela Unilever no país usa energia limpa e renovável. Ao todo, são evitadas cerca de emissão de cerca de 40 mil toneladas de CO2 por ano.
Segunda parceria de biometano
Este é o segundo contrato entre as duas empresas: o primeiro havia sido firmado em 2025 para suprir a unidade de Valinhos.
O biometano fornecido pela Edge vem da Onebio, maior planta de purificação de biometano do Brasil, erguida com um investimento de R$ 450 milhões e capaz de produzir até 225 mil m³ por dia a partir de um aterro sanitário em Paulínia (SP).
Para o CEO da Edge, Demétrio Magalhães, o novo contrato reforça a estratégia de oferecer soluções integradas de descarbonização à indústria, ampliando a jornada de transformação energética iniciada com a Unilever no ano passado.
Eduardo Machado, diretor da planta de Aguaí, destaca que a parceria garante operação segura e contínua para a fábrica, além de contribuir para o amadurecimento do mercado de biometano certificado no país e para a redução do impacto ambiental dos aterros sanitários.
A companhia também confirmou investimentos para expandir a operação: uma quarta linha de produção está prevista para entrar em funcionamento em 2027 e também será abastecida com o gás obtido a partir da purificação do biogás gerado por resíduos urbanos.
