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Sacre Investimentos
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23/08/2026
3 min

Unilever adota biometano para zerar emissões da maior fábrica de desodorantes da América Latina

Com a adesão da unidade de Aguaí, a multinacional chega a seis operações totalmente descarbonizadas no Brasil, evitando 40 mil toneladas de CO2 por ano

Unilever adota biometano para zerar emissões da maior fábrica de desodorantes da América Latina

Dona de marcas como Dove, Rexona, Axe, Omo, Hellmann's e Knorr, a Unilever acaba de trocar a fonte de energia da maior fábrica de desodorantes da América Latina para zerar suas emissões de gases-estufa.

Em parceria com a Edge, empresa pioneira na abertura do mercado livre de gás natural no Brasil, a multinacional passará a abastecer integralmente com biometano sua unidade de Aguaí, no interior de São Paulo.

A mudança é mais um passo rumo à descabonização da operação e evita o lançamento de mais de 700 toneladas do poluente na atmosfera por ano. Até 2030, a meta é chegar à neutralidade em carbono nos escopos 1 e 2.

O contrato prevê o fornecimento de 1.125 metros cúbicos de biometano por dia. Com a aquisição, a fábrica é a quinta da Unilever no Brasil a funcionar totalmente com a fonte renovável e a sexta a eliminar por completo as emissões de sua produção.

Hoje, mais de 85% de todo o volume fabricado pela Unilever no país usa energia limpa e renovável. Ao todo, são evitadas cerca de emissão de cerca de 40 mil toneladas de CO2 por ano.

Segunda parceria de biometano

Este é o segundo contrato entre as duas empresas: o primeiro havia sido firmado em 2025 para suprir a unidade de Valinhos.

O biometano fornecido pela Edge vem da Onebio, maior planta de purificação de biometano do Brasil, erguida com um investimento de R$ 450 milhões e capaz de produzir até 225 mil m³ por dia a partir de um aterro sanitário em Paulínia (SP).

Para o CEO da Edge, Demétrio Magalhães, o novo contrato reforça a estratégia de oferecer soluções integradas de descarbonização à indústria, ampliando a jornada de transformação energética iniciada com a Unilever no ano passado.

Eduardo Machado, diretor da planta de Aguaí, destaca que a parceria garante operação segura e contínua para a fábrica, além de contribuir para o amadurecimento do mercado de biometano certificado no país e para a redução do impacto ambiental dos aterros sanitários.

A companhia também confirmou investimentos para expandir a operação: uma quarta linha de produção está prevista para entrar em funcionamento em 2027 e também será abastecida com o gás obtido a partir da purificação do biogás gerado por resíduos urbanos.

AutorSofia Schuck
FonteExame
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