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Sacre Investimentos
EmpresasACS
17/07/2026
3 min

Vai dar até para comprar Ozempic: Assaí (ASAI3) entra de vez no ramo de farmácias e bancos dão o veredito sobre impactos

Vai dar até para comprar Ozempic: Assaí (ASAI3) entra de vez no ramo de farmácias e bancos dão o veredito sobre impactos

Se o ramo de supermercados não está animando muito graças ao cenário macro complicado, é com as farmácias que o Assaí (ASAI3) tenta ligar a turbina do crescimento. A rede varejista inaugurou nesta semana a primeira unidade da Assaí Farma, instalada dentro de uma loja na Marginal Tietê, na cidade de São Paulo.

A loja é a primeira peça de um plano bem mais ambicioso que envolve serviços financeiros, marketplace, postos de combustíveis e até infraestrutura para recarga de veículos elétrico

O plano da companhia prevê pelo menos 25 lojas até o fim de 2026 e potencial para chegar a 250 unidades no longo prazo. Veja mais detalhes nesta reportagem do Seu Dinheiro.

A operação estreia com um catálogo de cerca de 10 mil a 12 mil produtos, incluindo medicamentos da classe GLP-1, como Ozempic e Mounjaro — em um momento em que os preços desses medicamentos caem e se popularizam. A administração acredita que, por ter uma grande quantidade de produtos disponíveis, terá menos chance de ter um impacto relevante.

Como isso vai impactar o Assaí?

O BTG Pactual vê a iniciativa como um passo importante para diversificar as fontes de crescimento da companhia. Na avaliação do banco, a Assaí Farma representa uma transformação que vai além do atacarejo tradicional e pode se tornar um dos principais motores do próximo ciclo da empresa, aproveitando o fluxo de cerca de 40 milhões de clientes por mês em mais de 300 lojas.

Para os analistas, a estratégia ganha ainda mais relevância em um momento em que a expansão física perdeu força.

Depois da conversão das lojas do Extra, o Assaí passou a priorizar a redução da alavancagem em um ambiente de juros elevados, diminuindo o ritmo de inaugurações para apenas cinco lojas neste ano. Nesse contexto, a inovação — por meio de farmácias, serviços financeiros e outras iniciativas — tende a substituir a abertura de unidades como principal vetor de crescimento.

Deve destravar valor para a empresa

Na visão do Itaú BBA, essa vertente de negócios pode adicionar cerca de 5,5% ao valor de mercado do Assaí. Para chegar nesse valor, o banco estimou que cada farmácia fature cerca de R$ 800 mil por mês, em linha com a média do setor.

Os analistas também assumiram uma margem de lucro um pouco menor do que a das grandes redes, devido ao menor poder de negociação com fornecedores e à ausência de alguns benefícios tributários. Como as farmácias funcionarão dentro das lojas do Assaí, parte dos custos, como aluguel, limpeza, segurança e contas de consumo, já são absorvidos pela operação existente, reduzindo as despesas.

Com um investimento estimado em R$ 300 mil por unidade, o time de análise calcula que cada nova farmácia pode gerar um retorno (TIR) próximo de 45%.

O banco também ressalta que o modelo tem baixa fricção, baseado na monetização do fluxo de clientes.

"A farmácia fica ao lado da área principal do supermercado, separada apenas por um espaço dedicado, e os clientes podem comprar pelo aplicativo Assaí Farma e retirar os produtos ao final das compras, com a separação dos itens feita diretamente pela equipe da farmácia", diz o relatório.

AutorBia Azevedo
FonteSeu Dinheiro
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