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Sacre Investimentos
EmpresasACS
14/07/2026
3 min

Vale (VALE3): BTG vê ruído na disputa pelo conselho, mas mantém compra e potencial de alta de 30%

Vale (VALE3): BTG vê ruído na disputa pelo conselho, mas mantém compra e potencial de alta de 30%

O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as ações da Vale (VALE3), avaliando que as recentes mudanças no conselho de administração geraram mais ruído do que riscos efetivos para a tese de investimento da mineradora. O banco manteve o preço-alvo de US$ 18 para os ADRs negociados em Nova York, o que representa potencial de retorno total de 30,3%, considerando valorização e dividendos.

Segundo os analistas Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo, não há, neste momento, motivos para esperar mudanças na estratégia da companhia ou impactos relevantes sobre as operações do dia a dia.

“Embora os recentes acontecimentos no conselho não sejam ideais, não vemos razões para esperar uma mudança na direção estratégica da companhia ou qualquer impacto significativo em suas operações. O ruído em torno do tema parece exagerar suas implicações”, escreveram.

Na avaliação do BTG, a equipe de gestão deve permanecer focada em excelência operacional, investimentos de baixo capital em cobre, disciplina na alocação de recursos e retorno de caixa aos acionistas. O banco também considera limitado o risco de interferência do governo na empresa.

O relatório contextualiza que a turbulência teve início após a Previ solicitar, em junho, a saída do então presidente do conselho, Daniel Stieler, e defender a eleição de Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como “Ollie”, para o cargo. Apesar da renúncia de Stieler, o BTG avalia que o episódio parece estar mais relacionado à dinâmica interna da própria Previ do que a problemas específicos da Vale.

Para a assembleia geral extraordinária marcada para 22 de julho, os acionistas votarão a escolha do novo presidente do conselho, em disputa entre Ollie e Marcelo Gasparino, além da eleição de um novo conselheiro, com José Maurício Coelho, indicado pela Previ, e Ieda Gomes Yell concorrendo à vaga.

Na visão do BTG, nenhum dos candidatos representa uma ruptura na estratégia da mineradora.

“Acreditamos que os candidatos considerados apoiam a continuidade, e, portanto, não esperamos que o resultado da reunião altere materialmente a direção estratégica da Vale ou sua tese de investimento”, afirmaram os analistas.

Apesar de reconhecer que os resultados do segundo trimestre de 2026 podem não entusiasmar o mercado, refletindo alguma pressão de custos, o BTG considera que os fundamentos da Vale permanecem sólidos.

“Embora preferíssemos uma transição mais suave no conselho, não vemos razão para mudar nossa visão sobre a ação. Não enxergamos como esse ruído se traduz em qualquer dano tangível aos fundamentos da companhia”, concluiu o banco.

AutorVitor Azevedo
FonteMoney Times
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