Vale (VALE3) compra 30% da Ligga por R$ 972,36 milhões e prevê expandir capacidade em quatro vezes; qual o plano da mineradora?
Vale (VALE3) amplia acesso a minério de ferro ao comprar 30% da Ligga: acordo inclui expansão para 8 milhões t/ano e contrato de compra

A Vale (VALE3) deu mais um passo para expandir sua capacidade de explorar minério de ferro. A mineradora confirmou nesta terça-feira (22) que celebrou acordo para adquirir participação minoritária de 30% na Ligga, por meio de aporte de capital de aproximadamente US$ 190 milhões.
A Ligga opera a mina Ferro Sul, localizada nos municípios de Parauapebas e Curionópolis, na região de Carajás, no Pará. A operação possui capacidade atual de aproximadamente 2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e plano de expansão para 8 milhões de toneladas anuais.
É um valor pequeno dado o tamanho da Vale como maior produtora global da commodity. A produção anual de minério de ferro da Vale atingiu 336 milhões de toneladas no fechamento de 2025, além de 31 milhões de pelotas.
A Vale não havia até então divulgado um fato relevante a respeito da operação. Em esclarecimento à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia afirmou que, dadas as características da operação e na ausência de oscilações atípicas na cotação, não identificou a necessidade de divulgar fato relevante.
A ação VALE3 está em queda hoje, com baixa de 0,72% por volta das 14h.
Projeto de expansão
A Vale não comprou apenas uma participação em uma operação: ela comprou mais capacidade.
O projeto de expansão da Ligga, que deve multiplicar sua capacidade em quatro vezes, está previsto para entrar em operação em junho de 2028 e contempla nova planta de beneficiamento, obras de infraestrutura e a implantação de solução ferroviária.
A transação também contempla a celebração de contrato de longo prazo para a compra exclusiva, pela Vale, de 100% do minério de ferro sinter feed produzido pela Ligga.
“Esse contrato permitirá à companhia assegurar acesso de longo prazo a volumes adicionais de minério de ferro de boa qualidade, ampliando a flexibilidade de seu portfólio no Sistema Norte, com menor intensidade de capital e integração à infraestrutura logística existente”, diz a Vale.
A produção será transportada pela Estrada de Ferro Carajás até o Porto de Ponta da Madeira, em São Luís, no Estado do Maranhão. A conclusão da transação permanece sujeita às aprovações corporativas e regulatórias usuais.
“A companhia não confirma as estimativas atribuídas a terceiros, incluindo o volume de reservas minerais da Ligga e eventuais expansões adicionais, bem como a exploração de outros tipos de minério ou futura produção de pellet feed”, diz o comunicado.
