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Sacre Investimentos
MercadosACS
10/06/2026
4 min

Vale (VALE3): O potencial para sustentar a geração de valor nos próximos anos, segundo analistas

Vale (VALE3): O potencial para sustentar a geração de valor nos próximos anos, segundo analistas

A estratégia da Vale (VALE3) para expandir sua divisão de metais básicos com foco em cobre, disciplina de capital e melhorias operacionais recebeu avaliações positivas dos analistas após o Investor Tour 2026 da companhia.

Embora não seja novidade a atuação nessa frente da mineradora, os analistas reiteraram a evolução da execução operacional e o potencial de crescimento da Vale Base Metals (VBM) como fatores que podem sustentar a geração de valor nos próximos anos.

Na véspera, a Vale atualizou o guidance (projeção) de contribuição de sua subsidiária VBM para o EBITDA consolidado no longo prazo, que passou a ser de aproximadamente 28%. No final de março, a mineradora projetava que a VBM responderia por 26% do EBITDA consolidado em 2026.

A XP Investimentos avalia que a VBM reforçou sua posição como uma plataforma de crescimento estruturalmente diferenciada, enquanto o Bradesco BBI destacou que os ativos polimetálicos da companhia seguem entregando os resultados planejados, com foco em confiabilidade e produtividade.

XP vê cobre como principal motor de crescimento

Segundo a XP, a Vale reafirmou uma estratégia clara para construir uma plataforma líder em minerais críticos, tendo o cobre como principal pilar de expansão.

A corretora destaca que a companhia traçou um caminho para elevar a produção de cobre para aproximadamente 700 mil toneladas até 2035, apoiada por projetos como Bacaba, CPF e Alemão, além de iniciativas de aumento de produtividade e exploração mineral.

Para a XP, um dos diferenciais da estratégia está na priorização de projetos de baixo investimento e elevado retorno, reduzindo riscos de execução e preservando a flexibilidade financeira.

A corretora também chamou atenção para a visão da Vale sobre uma mudança estrutural na demanda global por metais básicos, impulsionada por tendências como eletrificação, inteligência artificial e reindustrialização.

Na avaliação da XP, a execução consistente do plano de crescimento do cobre e a estabilização das operações de níquel permanecem os principais gatilhos para uma reprecificação positiva das ações.

“Vemos a relação risco-retorno enviesada para o positivo nos níveis atuais, dado o momentum crescente dos ativos de cobre e os benchmarks de valuation implícitos para negócios independentes de cobre, embora reconheçamos que parte das expectativas de crescimento da VBM já parece embutida no preço das ações da Vale”, disse a corretora.

Bradesco BBI destaca ganhos operacionais

Já o Bradesco BBI colocou maior ênfase nos avanços operacionais observados durante a visita aos ativos da Vale Base Metals.

Segundo o banco, as operações polimetálicas da companhia seguem dentro do planejado e contam com um portfólio diversificado, cuja composição de receitas é formada por aproximadamente 55% de níquel, 25% de cobre e 20% de metais do grupo da platina e outros metais.

Em Voisey’s Bay e Long Harbour, o BBI destaca que a maturação da mina subterrânea está próxima da conclusão. Com isso, a companhia deve ampliar o uso de minério próprio e operar próxima do limite de capacidade de processamento, de 2,8 milhões de toneladas por ano.

A expectativa é de produção superior a 45 mil toneladas em 2026. Além disso, o banco vê potencial para expansão da capacidade para até 3,8 milhões de toneladas anuais até 2030 por meio de projetos de baixa intensidade de capital.

Em Sudbury, a Vale pretende elevar o processamento para entre 5,5 milhões e 6 milhões de toneladas em 2026, ante 4,9 milhões de toneladas em 2025, apoiada por melhorias operacionais e otimização de processos.

Para o Bradesco BBI, os ganhos de produtividade, a maior integração de minério próprio e a execução consistente já começam a se traduzir em melhora da rentabilidade dos ativos.

O banco também ressalta a preferência por crescimento orgânico e expansões graduais de capacidade, o que contribui para uma trajetória mais resiliente de geração de caixa.

O BBI segue com visão construtiva para os papéis, citando o valuation atrativo e a melhora gradual da dinâmica operacional da mineradora.

As ações da Vale recuavam 1% hoje, em linha com o Ibovespa, em dia de maior aversão ao risco nos mercados globais.

AutorKaype Abreu
FonteMoney Times
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