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MercadosACS
14/07/2026
3 min

Vale (VALE3): renúncia no conselho é seguida de queda nas ações: o que muda para o investidor?

Vale (VALE3): renúncia no conselho é seguida de queda nas ações: o que muda para o investidor?

Depois de pressões da Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil (BBAS3) e maior acionista da Vale (VALE3), Daniel Stieler deixou o cargo de Presidente do Conselho de Administração da mineradora na última segunda-feira (6).

Até o fechamento da sexta-feira (10), as ações recuaram cerca de 4,8% na semana, refletindo cautela dos investidores nos papéis. Movimentos desse tipo tendem a gerar incerteza, principalmente em relação a futuro da empresa.

Nesse contexto, a tese de investimentos na Vale mudou? Qual deve ser a leitura do investidor diante desse cenário?

  • Confira a tese completa da Vale (VALE3) na carteira de Dividendos da Empiricus

Como a renúncia se relaciona com as ações da Vale (VALE3)?

Para Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus Research, o desempenho da Vale na última semana está mais relacionado a seu resultado operacional do que à renúncia de Daniel Stieler: o mercado prevê resultados mais pressionados para a companhia no 2º trimestre (2T26), por conta do aumento de custos, em partes, devido à inflação gerada pelo conflito no Oriente Médio.

Na visão do analista, a mudança no conselho da Vale pode não ser “tão ruim”.

“Existe sim, essa questão de a Previ ter pedido a saída antes do prazo. Mas, ao mesmo tempo, ela mesma indicou um conselheiro independente e bastante respeitado”.

Vale (VALE3) continua com bons fundamentos, diz analista

Hungria aponta que a Vale continua forte no mercado de ações e, portanto, é interessante para o investidor colocar a empresa no radar.

Para o analista, além de ser uma das maiores mineradoras globais e líder na produção de minério de ferro, a Vale possui exposição relevante a cobre e níquel, o que traz opcionalidade e diversidade à tese.

Hungria ressalta que o minério de ferro, um dos principais pilares da empresa, tem se mostrado mais resistente do que o esperado, estabelecendo-se no mercado por uma oferta mais restrita (com níveis mais baixos de disponibilidade para extração e venda) e com maior diversificação geográfica.

Já o cobre e o níquel vêm ganhando relevância no mercado e “podem destravar valor ao longo do tempo, em um movimento ainda pouco refletido no valuation atual”, segundo o analista. A Vale também está entre os produtores de menor custo destes metais, o que traz mais segurança à tese.

A forte geração de caixa também é um fator relevante na discussão, que dá um “potencial de retorno ao acionista próximo de dois dígitos, sustentado por dividendos recorrentes e eventuais distribuições adicionais”, ressalta o analista.

Porém, vale destacar que qualquer cenário precisa ser analisado pelos investidores com cautela, especialmente em relação a uma empresa como a Vale.

Vale (VALE3) ainda vale a pena? Veja como investir

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As ações da Vale (VALE3) estão entre as recomendações da carteira Empiricus Dividendos deste mês, juntando-se a outros nomes da bolsa brasileira considerados como a melhor estratégia para quem busca proventos, aos olhos do analista.

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AutorJulia Takeashi
FonteMoney Times
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