Vale vê metais básicos superando 40% do Ebitda nos próximos anos com avanço do cobre, diz CEO
A subsidiária da Vale de metais básicos poderá responder por mais de 40% do Ebitda da mineradora nos próximos anos, ante cerca de 30% atualmente, afirmou o presidente da mineradora, Gustavo Pimenta, nesta quinta-feira, ao falar sobre potencial de crescimento dos negócios de cobre da empresa. Em entrevista concedida a uma conferência em Londres, Pimenta […]

A subsidiária da Vale de metais básicos poderá responder por mais de 40% do Ebitda da mineradora nos próximos anos, ante cerca de 30% atualmente, afirmou o presidente da mineradora, Gustavo Pimenta, nesta quinta-feira, ao falar sobre potencial de crescimento dos negócios de cobre da empresa.
Em entrevista concedida a uma conferência em Londres, Pimenta reiterou que a empresa prevê elevar sua produção de cobre para cerca de 700 mil toneladas até 2035, contra mais de 380 mil toneladas em 2025.
“Continuaremos sendo grandes no minério de ferro; somos o maior produtor mundial e continuaremos sendo… Mas, certamente, a nossa história no cobre crescerá substancialmente nos próximos anos”, afirmou Pimenta, em entrevista durante o evento FT Metals & Mining Summit.
O executivo disse que esse crescimento contará com “uma intensidade de capital muito baixa”, por já contar com ativos com grande potencial em Carajás, no Pará.
“Em média, um projeto desenvolvido pela Vale exige metade da intensidade de capital de um projeto ‘greenfield’ típico, porque já contamos com ferrovias, portos e toda a infraestrutura necessária no Brasil.”
Questionado sobre um possível IPO da unidade de metais básicos, Pimenta reiterou que a operação “não é iminente” e que uma eventual abertura de capital poderia ser, no futuro, um caminho para acessar os mercados de capitais para financiar, de forma competitiva, algumas dessas oportunidades de crescimento, mas não seria um objetivo em si.
Minério de ferro
Sobre o principal negócio da companhia, o executivo afirmou que a Vale continua vendo um mercado equilibrado de minério de ferro, mesmo com a entrada em operação de Simandou, na Guiné, um dos maiores projetos da commodity em desenvolvimento no mundo.
Segundo ele, a indústria enfrenta uma depleção anual de 60 milhões a 80 milhões de toneladas de capacidade produtiva, o que deve ser parcialmente compensado pela nova oferta.
Pimenta também afirmou que a demanda chinesa permanece sólida, apesar da desaceleração do setor imobiliário, apontando para o crescimento da manufatura no país. Destacou ainda uma expansão da produção de aço em mercados como Vietnã e Índia.
“Nossa visão é que, no médio e longo prazo, mesmo com a entrada de Simandou, o mercado continuará equilibrado”, afirmou.
O executivo acrescentou que a Vale se beneficia da qualidade de seu minério, que possui baixo teor de alumina, característica que considera cada vez mais importante à medida que novos volumes de minério no mercado apresentam níveis mais elevados desse componente.
