‘Vamos patrocinar a Copa do Mundo Feminina 2027’, diz presidente da Coca-Cola Brasil
Patrocinadora da Copa do Mundo Feminina desde a primeira edição, em 1991, companhia amplia presença no futebol com novos acordos com a CBF

A The Coca-Cola Company quer aumentar sua aposta no futebol feminino. Depois de uma Copa do Mundo masculina que ajudou a impulsionar vendas da companhia em 5% globalmente, a multinacional prepara uma presença de peso na Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, e amplia sua atuação no esporte nacional com o patrocínio de competições femininas.
A estratégia foi antecipada por Luciana Batista, presidente da Coca-Cola Brasil, em entrevista ao programa De Frente com CEO, da EXAME.
“Queremos ter na Copa do Mundo Feminina uma presença tão grande quanto tivemos na masculina neste ano”, afirma a presidente.
A movimentação acontece em um momento de maior interesse de empresas pelo futebol feminino. Para a Coca-Cola, porém, a relação vem de longa data: a companhia está ligada à Copa do Mundo Feminina desde a primeira edição do torneio, realizada em 1991.
“Tem muita marca entrando agora à medida que [o futebol feminino] está ganhando relevância. A gente esteve lá, junto com o futebol feminino, desde 91”, diz Batista.
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Da Copa ao Brasileirão
A estratégia não ficará restrita ao Mundial. Segundo Batista, a companhia ampliou sua presença no futebol brasileiro por meio de um acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que inclui patrocínio de competições nacionais masculinas e femininas.
“Este ano a gente ainda expandiu um pouco mais a nossa participação em futebol através do acordo com a CBF, em que a gente também está entrando com patrocínio de Campeonato Brasileiro, masculino e feminino”, afirma.
O movimento reforça o futebol como um dos chamados passion points usados pela Coca-Cola para se aproximar dos consumidores.
A companhia também aposta em música e grandes festivais, como o Rock in Rio, como espaços estratégicos para construir relacionamento com diferentes públicos, especialmente as novas gerações.
“Futebol e música são pilares superimportantes para nós”, diz Batista.
No caso do futebol, a estratégia combina construção de marca e resultado comercial.
A experiência recente da companhia ajuda a explicar por quê. Batista afirma que a Copa do Mundo masculina teve impacto positivo sobre as vendas nos mercados onde a Coca-Cola realizou ativações, com intensidade maior nos países participantes e anfitriões.
Segundo a executiva, o trimestre que englobou a competição registrou crescimento de 5% em volume para a companhia, com desempenho especialmente forte das marcas ativadas durante o torneio. Uma das marcas associadas ao esporte chegou a crescer globalmente na casa de 8% no período.
“Não é apenas um patrocínio para a construção de marca. Ele acaba gerando uma parte comercial bastante forte”, afirma Batista.
Luciana Batista, presidente da Coca-Cola Brasil: “Tem muita marca entrando agora à medida que [o futebol feminino] está ganhando relevância. A gente esteve lá, junto com o futebol feminino, desde 91” (Leandro Fonseca /Exame)
Copa feminina entra no calendário da Coca-Cola no Brasil
Com o Brasil como sede da próxima Copa do Mundo Feminina, a companhia já começou a desenhar suas ações para o evento.
Batista não detalhou valores específicos destinados ao futebol feminino nem revelou quais serão as ativações da marca durante a competição. Na entrevista, porém, antecipou que novidades relacionadas à campanha do Mundial já estão sendo preparadas.
A aposta ocorre enquanto o Brasil ganha peso dentro da própria Coca-Cola. O país é atualmente o 4º maior mercado da companhia no mundo e, segundo Batista, esteve entre os três mercados que mais contribuíram, em crescimento absoluto, para a multinacional nos últimos três anos.
Para manter esse ritmo, o Sistema Coca-Cola prevê R$ 30 bilhões em investimentos no Brasil nos próximos cinco anos, destinados a frentes que incluem fábricas, novas linhas de produção, centros de distribuição, caminhões, equipamentos nos pontos de venda e ações comerciais.
Nesse plano mais amplo de crescimento, esporte e entretenimento cumprem outra missão: manter uma marca centenária presente nas conversas e nos momentos de consumo das novas gerações.
E, depois de décadas associada ao maior evento do futebol masculino, a Coca-Cola quer transformar a Copa feminina disputada em casa em mais um desses momentos.
Veja a entrevista completa da Luciana Batista, presidente da Coca-Cola Brasil, sobre carreira e expectariva com o negócio:
