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Sacre Investimentos
InvestMercadosACS
15/09/2026
5 min

Varejo, julgamento no STF e petróleo acima dos US$ 100: o que move os mercados

Investidores acompanham os desdobramentos do caso Master em meio à cautela com o cenário político e à véspera da super quarta

Varejo, julgamento no STF e petróleo acima dos US$ 100: o que move os mercados

Na véspera da super quarta, 15, investidores acompanham principalmente os indicadores capazes de dar pistas sobre a atividade econômica e a trajetória da inflação que devem basear as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

A agenda desta terça-feira tem ainda no radar do mercado os desdobramentos dacrise no Supremo Tribunal Federal (STF) e o comportamento do petróleo.

O que acompanhar

No Brasil, o principal indicador econômico do dia sai às 9h. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga as vendas no varejo de julho, que podem ajudar a medir a força do consumo em um momento em que o mercado se prepara para a decisão do Comitê de Polítca Monetária (Copom).

Em junho, as vendas cresceram 0,5% na comparação mensal e 2,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Na mesma divulgação, o instituto apresenta o varejo ampliado, que inclui segmentos como veículos e material de construção. Em junho, o indicador caiu 1% na margem, mas acumulou alta de 4,9% em 12 meses.

Também pela manhã, o IBGE divulga dados das pesquisas trimestrais de abate de animais e a estimativa de produção agrícola de agosto. O levantamento anterior apontou uma produção de 353 milhões de toneladas.

No mercado de títulos públicos, o Tesouro realiza às 11h30 leilão de LFT e NTN-B. A operação também estará no radar dos investidores, especialmente em um dia de cautela antes da decisão do Copom.

Agenda no exterior

No exterior, os mercados começam o dia com indicadores do Reino Unido. Às 3h, serão divulgados os dados de desemprego de julho e de salários médios no trimestre. Em junho, a taxa de desemprego estava em 4,9%, enquanto os salários médios avançaram 4,1% na comparação anual quando considerados os bônus e 3,5% sem eles.

Na Europa, a agenda traz as leituras finais da inflação de agosto na França e na Espanha, às 3h45 e às 4h, respectivamente.

Às 6h, a Eurostat divulga a balança comercial da zona do euro de julho. O saldo havia sido positivo em 8,6 bilhões de euros em junho, e a expectativa é de um superávit de 3,7 bilhões de euros.

Também às 6h, a Alemanha divulga o índice de sentimento econômico do instituto ZEW. O indicador estava em 34,2 pontos em agosto e será acompanhado em busca de sinais sobre a percepção dos investidores a respeito da maior economia da zona do euro.

Nos Estados Unidos, o destaque da manhã é o índice Empire State de atividade manufatureira, divulgado pelo Federal Reserve de Nova York às 9h30. Em agosto, o indicador marcou 20,60 pontos.

Todos esses indicadores chegam em um momento de atenção redobrada para a política monetária. Na quarta-feira, Fed e Banco Central brasileiro anunciam suas decisões sobre os juros, colocando os mercados diante de uma das principais sessões da semana.

Por isso, além dos números econômicos, investidores devem observar qualquer sinal sobre o ambiente inflacionário e a atividade. Nos Estados Unidos, o Tesouro também realiza às 14h um leilão de títulos de 20 anos, que pode ajudar a mostrar a demanda dos investidores por dívida americana em meio às expectativas para os juros.

Na Europa, a agenda ainda conta com um pronunciamento de Isabel Schnabel, membro do Banco Central Europeu (BCE), às 14h.

Petróleo continua no radar

O petróleo também permanece como um dos principais fatores de risco para os mercados globais. Na segunda-feira, os contratos futuros subiram, com o Brent avançando 1,02%, a US$ 105,68 por barril, e o WTI ganhando 1,34%, a US$ 101,39.

A alta da commodity aumenta a preocupação com a inflação global justamente na véspera das decisões de juros. Às 17h30, o American Petroleum Institute divulga os dados mais recentes sobre os estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos. Na última leitura, os estoques caíram 300 mil barris.

Julgamento no STF e eleições no foco

O cenário externo mais avesso ao risco e a cautela com a super quarta pesaram sobre os ativos brasileiros na segunda-feira. OIbovespa caiu 0,91%, aos 185.500,88 pontos, no segundo pregão consecutivo de baixa. O índice chegou a oscilar entre 183.813,36 e 187.320,96 pontos, com volume financeiro de R$ 17,1 bilhões.

A queda foi acompanhada pela pressão sobre ações de commodities e bancos. A Vale (VALE3) recuou 3,48%, enquanto CSN Mineração (CMIN3) caiu 6,85%, Usiminas (USIM5) perdeu 4,74% e CSN (CSNA3) cedeu 4,65%. A Petrobras também terminou no vermelho, apesar da alta do petróleo, com PETR3 em baixa de 0,48% e PETR4 de 0,16%.

Odólar à vista subiu 0,43%, a R$ 5,147. A moeda acompanhou a valorização do dólar no exterior em um ambiente de maior aversão ao risco, influenciado pela alta do petróleo e pela expectativa em torno da decisão do Fed.

Além da agenda econômica, o mercado brasileiro terá outros eventos capazes de aumentar a volatilidade. A partir das 10h, o plenário do Supremo discute o relatório da Polícia Federal que aponta uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso no caso Master.

A própria PF também ouve Vorcaro no inquérito principal que investiga os negócios do Banco Master com o Banco de Brasília (BRB).

Na política, ainda estão previstas uma entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à TV Record, divulgação de pesquisas eleitorais para o Palácio do Planalto do instituto Indexa e CNT/MDA e a publicação dos gastos de campanha pelos candidatos.

AutorClara Assunção
FonteExame
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