VOLL economiza R$ 38 milhões em passagens aéreas corporativas mesmo com tarifas em alta

Em fevereiro de 2026, o conflito no Oriente Médio derrubou parte da produção de petróleo da região e o barril ultrapassou os US$ 100. A querosene de aviação subiu na sequência e as tarifas aéreas no Brasil acompanharam. Toda diretoria financeira que havia fechado seu orçamento de viagens no final do ano passado estava, de repente, refazendo a conta.
Foi nesse cenário que os números da VOLL chamaram atenção. Lançado em julho de 2025, o VOLL Flights opera em segundo plano enquanto o viajante faz sua busca: cruza canais de distribuição, identifica oportunidades de combinar trechos de companhias diferentes e transforma rotas separadas em bilhetes ida e volta mais baratos, tudo de forma automática e dentro da política de viagens da empresa. Com o mercado sob pressão, o impacto da tecnologia ficou mais visível do que nunca.
Entre janeiro e maio de 2026, os clientes da VOLL economizaram R$ 38,1 milhões em passagens aéreas nacionais. No mesmo período de 2025, o valor havia sido de R$ 4,8 milhões. O volume de bilhetes cresceu apenas 5,5%, indicando que a economia veio da forma de comprar — e não da redução das viagens.
Parte dessa diferença está relacionada a uma mudança silenciosa no mercado aéreo. Nos últimos anos, as companhias passaram a adotar modelos de precificação mais sofisticados e a distribuir seus conteúdos por múltiplos canais. Como resultado, uma mesma viagem pode apresentar preços bastante diferentes dependendo da combinação de voos, do formato de emissão e da fonte consultada.
“O mercado aéreo evoluiu muito rapidamente do ponto de vista da distribuição e da precificação. Hoje, a tarifa mais econômica nem sempre está visível para quem faz uma busca convencional. O VOLL Flights foi desenvolvido justamente para encontrar essas oportunidades de forma automática”, afirma Luciano Brandão, CEO da VOLL.
Como funciona a ferramenta
A lógica por trás da plataforma é simples: enquanto o viajante realiza sua busca normalmente, o sistema faz uma varredura ampliada de opções, compara tarifas e identifica combinações que dificilmente seriam encontradas manualmente.
Um dos diferenciais está na possibilidade de combinar voos de diferentes companhias aéreas ou transformar trechos emitidos separadamente em uma viagem de ida e volta mais econômica. Segundo a empresa, esse modelo pode reduzir o custo por trecho em até 36% nas principais rotas corporativas do país.
Outro ponto importante é que a decisão não fica nas mãos do viajante. Em muitos sistemas tradicionais, encontrar a opção mais barata exige comparar diferentes formatos de emissão ou analisar dezenas de combinações possíveis. A proposta do VOLL Flights é automatizar esse processo, apresentando já no topo da busca a alternativa mais econômica dentro da política de viagens da empresa.
Segundo a companhia, mais de 70% dos viajantes corporativos acabam deixando de escolher a menor tarifa disponível devido às limitações dos buscadores convencionais. Em outras palavras, parte da economia potencial se perde antes mesmo da compra, quando as melhores combinações de tarifas simplesmente não aparecem para o viajante.
A volatilidade das tarifas
Os dados da VOLL revelam um comportamento que contraria uma das máximas mais conhecidas do setor aéreo: a de que comprar com antecedência é sempre a forma mais barata de viajar.
Entre janeiro e maio deste ano, as maiores economias foram registradas em reservas feitas entre quatro e sete dias antes do embarque. Nessa janela, o desconto médio alcançou 16,3%. Já nas compras realizadas com mais de 60 dias de antecedência, a economia média ficou em 11,9%.
A explicação está na dinâmica de preços do setor aéreo. Quanto mais próximo do voo, maior tende a ser a volatilidade das tarifas. E quanto maior a dispersão de preços entre canais e formatos de emissão, maior também a oportunidade para tecnologias de busca avançada encontrarem alternativas mais vantajosas.
O efeito ficou evidente em maio. Com o barril de petróleo acima de US$ 100 e os custos da aviação pressionados, o desconto médio obtido pelos clientes da VOLL chegou a 15,4% sobre o preço de mercado. Um ano antes, esse percentual era de apenas 3%.
“Em 2025, economizar 3% em uma passagem tinha um impacto relativamente pequeno para a maioria das empresas. Em 2026, com tarifas mais altas, uma economia superior a 15% passou a representar uma diferença relevante para os orçamentos de viagens”, afirma Brandão.
As rotas onde estão os maiores ganhos
A economia aparece de forma especialmente expressiva nas rotas mais utilizadas pelo mercado corporativo brasileiro.
A ponte aérea Rio-São Paulo liderou a geração de savings na base da VOLL. Somadas, as operações entre Congonhas e Santos Dumont produziram R$ 5,2 milhões em economia entre janeiro e maio, com desconto médio de 26% em relação aos preços praticados no mercado.
Mas os percentuais mais elevados surgem nas rotas regionais. Nos trechos Brasília-São Paulo e Goiânia-São Paulo, a economia média alcançou 29,5%. Segundo a empresa, mercados com menor concorrência tendem a apresentar maior dispersão tarifária entre canais de venda, ampliando as oportunidades de captura de valor.
“São economias que normalmente permanecem invisíveis para quem compra diretamente em um único canal. Elas surgem quando conseguimos cruzar diferentes fontes de conteúdo e identificar combinações que não aparecem nas buscas tradicionais”, explica o executivo.
O potencial também cresce nas viagens internacionais
O mesmo fenômeno começa a ganhar força no mercado internacional. Entre janeiro e maio de 2025, a economia gerada pela plataforma em voos para o exterior foi de R$ 34 mil. No mesmo período deste ano, o valor saltou para R$ 893 mil.
A diferença está relacionada ao próprio perfil das viagens internacionais. Como os bilhetes possuem valor médio mais elevado e apresentam maior dispersão tarifária entre canais de distribuição, o potencial de economia é significativamente maior.
Segundo a VOLL, a economia média por passagem internacional chegou a R$ 1.293 no período — cerca de cinco vezes acima da observada nos voos domésticos.
A nova fronteira da gestão de viagens
Em um mercado marcado por múltiplos canais de distribuição, tarifas dinâmicas e modelos de precificação cada vez mais sofisticados, encontrar a melhor opção deixou de ser uma tarefa simples. O processo passou a depender de tecnologia capaz de analisar milhares de possibilidades em poucos segundos.
Os R$ 38,1 milhões economizados pelos clientes da VOLL nos primeiros cinco meses de 2026 indicam que uma parte crescente da eficiência nas viagens corporativas acontece antes mesmo do embarque. Em um mercado marcado por tarifas dinâmicas e múltiplos canais de distribuição, encontrar a melhor passagem deixou de depender apenas de negociação ou antecedência. Cada vez mais, depende da capacidade de usar tecnologia para comprar melhor.
