Wall Street avança mais 1% em agosto, apesar de Oriente Médio; Nasdaq salta 3%
Os índices de Wall Street recuaram na sessão desta segunda-feira (31) com a disparada do petróleo, de mais de 2%, para acima dos US$ 90 o barril, reacendendo os temores inflacionários e ligando o modo risk-off dos investidores. Ainda assim, no mês, o Nasdaq saltou 3,93%, enquanto o SP 500 avançou 2,62% e o Dow […]

Os índices de Wall Street recuaram na sessão desta segunda-feira (31) com a disparada do petróleo, de mais de 2%, para acima dos US$ 90 o barril, reacendendo os temores inflacionários e ligando o modo risk-off dos investidores.
Ainda assim, no mês, o Nasdaq saltou 3,93%, enquanto o S&P 500 avançou 2,62% e o Dow Jones subiu 1,34%. O movimento foi impulsionado pelos resultados corporativos, principalmente do segmento de tecnologia.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: -0,70%, aos 53.185,90 pontos;
- S&P 500: -0,33%, aos 7.686,14 pontos;
- Nasdaq: -0,12%, aos 26.370,889 pontos.
O que pressiona Wall Street?
A retomada da troca de ataques entre Estados Unidos azedou o humor dos índices de Wall Street, com a cautela predominando.
O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu atingir o Irã com força, depois que Teerã respondeu a ataques norte-americanos atingindo com mísseis duas bases aéreas dos Estados Unidos na Jordânia.
“Vamos atacá-los com força”, disse Trump à Fox News, segundo um repórter do canal. “Haverá uma resposta.”
Uma fonte sênior iraniana, falando à Reuters, descreveu as hostilidades ocorridas durante a madrugada entre os Estados Unidos e o Irã — as primeiras desde o final de julho — como um “confronto limitado e contido”, mas acrescentou que Teerã daria uma resposta severa caso fosse atacada novamente.
Apesar da nova escalada, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país ainda busca uma solução negociada com os EUA, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim.
Consequentemente, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 2,71%, a US$ 90,49 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Treasuries e destaques corporativos
Diante disso, os investidores voltaram a apostar nos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries, com os rendimentos de 10 e 30 anos voltando a subir nesta segunda-feira.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que o mercado de Treasuries tem mostrado desempenho superior ao de pares internacionais e minimizou o potencial de iniciativas de recompra de títulos para alterar, por si só, a dinâmica das taxas.
Bessent defendeu que, desde o início do governo Trump, os juros dos Treasuries permanecem praticamente estáveis. “Eu não tentei mudar a direção dos rendimentos e não acredito que eu possa mudar o preço de equilíbrio, mas nada nunca está em equilíbrio. Meu papel é desacelerar os movimentos e garantir que sejam baseados em fatos”, disse em entrevista à CNBC.
Além disso, os investidores já apostam em uma elevação nos Fed Funds na reunião de setembro do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).
De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a aposta majoritária é de elevação nos juros da faixa de 3,50% a 3,75% para 3,75% a 4% (65,9%). A chance de manutenção é de 34,1%.
Entre os destaques corporativos, as ações da Amazon (AMZN) recuaram mais de 3%, na esteira da ação judicial da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, junto de outros 22 estados, contra a empresa, alegando práticas de manipulação de preços e publicidade injusta em sua plataforma.
