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11/09/2026
3 min

Wall Street avança no dia com alívio do petróleo, mas Dow Jones cai 1,5% na semana

Os índices de Wall Street mostraram recuperação nesta sexta-feira (11) com o alívio nos preços do petróleo, a despeito do ganho de força na aposta de alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) na reunião da próxima semana. Confira o fechamento dos índices: Na semana, porém, o Dow Jones […]

Wall Street avança no dia com alívio do petróleo, mas Dow Jones cai 1,5% na semana

Os índices de Wall Street mostraram recuperação nesta sexta-feira (11) com o alívio nos preços do petróleo, a despeito do ganho de força na aposta de alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) na reunião da próxima semana.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,98%, aos 52.573,29 pontos;
  • S&P 500: +0,86%, aos 7.656,98 pontos;
  • Nasdaq: +0,96%, aos 26.333,035 pontos.

Na semana, porém, o Dow Jones registrou queda de 1,5%, o S&P 500 teve baixa de 0,70% e o Nasdaq cedeu 0,60%, diante das pressões dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries, e do petróleo.

Petróleo e Treasuries

Os preços do petróleo, após a forte alta de 6% da véspera, registraram queda, como um movimento de correção.

Os houthis chegaram nesta sexta-feira à ilha de Perim, em Bab al-Mandeb, em um avanço que pode ampliar o controle sobre a rota marítima. Forças do governo iemenita teriam se retirado da ilha, segundo a agência de notícias Reuters, enquanto os houthis também tomaram Dhubab, no Mar Vermelho.

Em resposta, mais de 100 conselheiros militares dos EUA estão na Arábia Saudita fornecendo inteligência e apoio estratégico na definição de alvos contra os houthis, informou a CNN.

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para novembro fechou o dia em queda de 2,81%, a US$ 104,61 o barril.

Com isso, os Treasuries de médio e longo prazo, durante a maior parte da sessão, operaram em baixa e contribuíram para impulsionar os índices. O rendimento de 2 anos, contudo, foi o único que seguiu no terreno positivo nesta sexta-feira.

Mercado precifica alta de juros pelo Fed

O índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) avançou 0,4% em agosto, após registrar alta de 0,1% em junho. No acumulado dos últimos 12 meses, o CPI subiu para 3,4%, em linha com o esperado pelo mercado. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Fed.

O índice da gasolina subiu 3,9% em agosto, representando mais de um terço do aumento mensal de todos os itens. O índice de energia aumentou 2,1% no último mês.

Já o índice geral de itens, excluindo alimentos e energia, subiu 0,3% em agosto e 2,4% no ano, após um aumento de 2,5% em relação ao ano anterior.

Na avaliação do economista Felipe Mecchi, do C6 Bank, os números do CPI mostram que a inflação continua em um patamar elevado nos EUA, em um cenário de atividade e mercado de trabalho ainda sólidos.

“Para os próximos meses, não esperamos um grande alívio na inflação, com a persistência dos preços de serviços e a pressão sobre as commodities energéticas dificultando uma desaceleração mais significativa”, afirma.

Além disso, a avaliação do banco é que os dados recentes de inflação, somados a uma atividade econômica sólida e a um mercado de trabalho resiliente, devem levar a autoridade monetária a subir os juros na reunião da semana que vem.

Pela ferramenta Fed Watch, do CME Group, a probabilidade de alta nos juros na próxima semana está em 86,5%.

AutorAnna Scabello
FonteMoney Times
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