Wall Street cai com barril de Brent acima de US$ 90
Após o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, Wall Street encerrou o pregão desta terça-feira (8) em tom negativo, com o mercado acompanhando de perto as tensões entre Estados Unidos e Irã, as relações comerciais com o Canadá e o avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro (Treasuries). Confira o fechamento dos índices: […]

Após o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, Wall Street encerrou o pregão desta terça-feira (8) em tom negativo, com o mercado acompanhando de perto as tensões entre Estados Unidos e Irã, as relações comerciais com o Canadá e o avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro (Treasuries).
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: -1,18%, aos 52.786,07 pontos;
- S&P 500: -0,58%, aos 7.673,52 pontos;
- Nasdaq: -0,32%, aos 26.421,413 pontos.
Escalada das tensões no Oriente Médio
Os preços do petróleo subiram pelo sexto dia consecutivo: o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 0,95%, a US$ 97,92 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, no maior nível desde julho.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para outubro subiu 1,69%, a US$ 93,03 o barril.
Os Estados Unidos mantêm a pressão econômica contra o Irã. Nesta terça-feira, o governo Trump impôs sanções a elementos adicionais da indústria de aviação iraniana, com as restrições buscando isolar o regime persa ao atingir 36 empresas aéreas comerciais e privadas.
Com a escalada dos preços do petróleo, os investidores aumentaram as preocupações com a inflação e reforçaram a precificação de uma alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) na próxima decisão, em 16 de setembro.
Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 58,2% de chance de o Fed elevar os juros em 25 pontos-base na próxima decisão. A probabilidade de manutenção da taxa na faixa de 3,50% a 3,75% é de 41,8%.
EUA-Canadá
As tarifas de retaliação do Canadá sobre produtos norte-americanos entraram em vigor hoje.
As tarifas canadenses vêm na sequência das tarifas de 50% que os Estados Unidos impuseram sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses no mês passado, após o fracasso de várias rodadas de negociações.
“Temos tudo o que precisamos para mudar de rumo e prosperar”, disse o primeiro-ministro canadense Mark Carney, em um vídeo publicado no YouTube nesta terça-feira.
“Essa mudança terá um custo. Sempre há um custo para agir. Mas não chega nem perto do custo de ficar parado”, disse ele.
À espera de dados de inflação
O mercado operou à espera de novos dados de inflação. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) será divulgado na próxima sexta-feira (11).
Para o UBS GW, o dado será decisivo para reforçar ou enfraquecer a perspectiva de uma alta de juros pelo Fed.
Na avaliação de estrategistas do banco, após três meses de leituras relativamente benignas do CPI núcleo na comparação mensal — 0,21% em maio, -0,02% em junho e 0,22% em julho —, provavelmente seria necessária uma nova leitura contida da inflação para desestimular o Fed a elevar os juros ainda este mês.
