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MercadosBDR
18/08/2026
3 min

Wall Street cai com disparada dos Treasuries, petróleo e à espera de ata do Fed

Os índices de Wall Street tiveram mais um pregão negativo nesta terça-feira (18) com pressão dos preços do petróleo, disparada dos rendimentos dos títulos do Tesouro e expectativas para a divulgação da ata da última decisão do Federal Reserve (Fed). Confira o fechamento dos índices: Treasuries em alta Pela manhã, o rendimento (yield) dos título […]

Wall Street cai com disparada dos Treasuries, petróleo e à espera de ata do Fed

Os índices de Wall Street tiveram mais um pregão negativo nesta terça-feira (18) com pressão dos preços do petróleo, disparada dos rendimentos dos títulos do Tesouro e expectativas para a divulgação da ata da última decisão do Federal Reserve (Fed).

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,22%, aos 53.343,64 pontos;
  • S&P 500: -0,69%, aos 7.691,91 pontos;
  • Nasdaq: -1,33%, aos 26.289,711 ontos.

Treasuries em alta

Pela manhã, o rendimento (yield) dos título do Tesouro norte-americano, Treasury, de 30 anos – referência para hipotecas de longo prazoatingiu 5,337%, o nível mais alto desde meados de 2002.

Já o yield do título de 10 anos – referência para empréstimos imobiliários – atingiu a máxima desde 2007, a 4,748%.

Para Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, essa disparada nos yields de longo prazo reflete uma combinação de inflação ainda resistente, petróleo mais caro, déficits fiscais elevados e maior necessidade de emissão de dívida.

“Nos EUA, o quadro é agravado por déficits anuais próximos de US$ 2 trilhões, uma dívida pública caminhando para US$ 40 trilhões e uma oferta crescente de títulos corporativos ligados aos investimentos em inteligência artificial”, afirmou Spiess.

Os yields, porém, perderam o ímpeto ao longo da tarde após dados mais fracos do setor imobiliário. Em destaque, as obras residenciais iniciadas caíram 12,4% em julho, ante expectativa de queda de 6,6%, e a produção industrial cresceu 0,2%, ante previsão de 0,3%. Já as vendas pendentes de imóveis caíram e contrariaram as expectativas do mercado.

O mercado ainda ficou à espera da ata da última decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). O documento deve ser divulgado na próxima quarta-feira (19).

Na última decisão, em julho,o Fed manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva,mas com a maior dissidência entre os diretores em uma década.

Tensões no Oriente Médio

Pela manhã, o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que não há conversas em andamento com o Irã, nem nenhuma agendada.

“Não há negociações ou conversas em andamento, nem agendadas, com a República Islâmica do Irã. O bloqueio naval permanece em pleno vigor e efeito. O Estreito de Ormuz está aberto e operacional. Todas as minas aquáticas foram removidas ou detonadas”, disse ele em uma publicação no Truth Social.

A declaração reduziu as expectativas de negociações para um acordo de paz definitivo entre EUA e Irã, bem como da reabertura do Estreito de Ormuz.

Os preços do petróleo também sustentaram o ritmo de ganhos e o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com alta de 0,17%, a US$ 91,02 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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