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MercadosBDR
06/07/2026
3 min

Wall Street fecha em alta com ações de tecnologia; Dow Jones renova recordes históricos

Wall Street fecha em alta com ações de tecnologia; Dow Jones renova recordes históricos

Os índices deWall Street encerraram o pregão desta segunda-feira (6) em alta, na retomada das negociações após feriado de Independência. Os ganhos da sessão foram impulsionados pelo setor de tecnologia, com destaque para as ações das companhias de semicondutores.

Dow Jones atingiu a máxima histórica intradia aos 53.060,10 pontos.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,29%, aos 53.055,91 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • S&P 500: +0,72%, aos 7.537,43 pontos;
  • Nasdaq: +1,12%, aos 26.121,16 pontos.

Trump toca o sino

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tocou o sino de abertura da Bolsa de Nova York (Nyse) e da Nasdaq nesta segunda-feira, de forma remota, durante um evento no Salão Oval. Para ele, a forte valorização recente dos índices é uma “prova” de que sua agência econômica está “funcionando”.

Em almoço no Rose Garden Club, o chefe da Casa Branca disse que “não pretende” devolver os sinos de abertura das bolsas Trump. “Gostei dos sinos e não pretendo devolver. Não sei se deveria, mas não pretendo e não irei devolver”, afirmou.

O republicano também deu uma ‘força’ nas ações das companhias de tecnologia. Em destaque, as ações da Dell (DELL) fecharam as negociações com alta de 4,43% (US$ 411,80) após Trump pedir para que as pessoas “comprem um Dell”, em entrevista coletiva pela manhã, ao agradecer à empresa pelas doações para as “Trump Accounts” – uma ação do governo americano para contas de investimento com vantagens fiscais para crianças nos EUA com menos de 18 anos.

Por outro lado, o presidente norte-americano criticou ‘short sellers‘, que são investidores que utilizam a estratégia de vendas a descoberto para lucrar com a queda no preço de ativos financeiros como ações e commodities. Ele ainda afirmou que somente esses investidores não têm aproveitado o bom momento do mercado acionário, enquanto outros bancos e empresas estão “se saindo bem”.

O republicano, em coletiva de imprensa, declarou que “”está indo muito bem” com o Irã, mas que não está buscando uma mudança de regime no país persa. “Ou faremos um acordo, ou terminaremos o trabalho”, acrescentou ao reafirmar que os EUA não deram nenhum dinheiro a Teerã.

Trump também reiterou que o presidente da China, Xi Jinping, visitará os Estados Unidos em setembro, provavelmente por volta do dia 24 de setembro.

De olho na ata

O mercado operou à espera da divulgação da ata da última decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano, prevista para a próxima quarta-feira (8).

No mês passado, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, na quarta manutenção consecutiva e em uma decisão unânime.

O destaque da decisão foi a coletiva de imprensa, a primeira de Kevin Warsh no comando do Fed. Durante o pronunciamento, o novo presidente indicou que o BC poderá promover mudanças em sua estratégia de comunicação com o mercado, incluindo a realização de coletivas de imprensa e outros instrumentos de orientação aos investidores.

O mercado mantém a aposta de nova elevação nos juros pelo Fed em setembro, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, aoós dados de emprego mais fracos, divulgados na semana passada.

Perto do fechamento, a ferramenta indicava 56,2% de chance de o BC norte-americano aumentar as taxas no mês nono do ano. Para a próxima decisão, no fim de julho, a aposta majoritária é de manutenção (75,9%).

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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