Wall Street fecha sem direção única com Treasuries; Dow Jones recua 1,7% na semana
Os índices de Wall Street fecharam sem direção única, diante de novo avanço dos rendimentos dos Treasuries — os títulos públicos norte-americanos, referência para os juros globais. O título com vencimento de 10 anos voltou a operar acima dos 5%, pressionando globalmente os rendimentos soberanos. Confira o fechamento dos índices: Na semana, Dow Jones caiu […]

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única, diante de novo avanço dos rendimentos dos Treasuries — os títulos públicos norte-americanos, referência para os juros globais.
O título com vencimento de 10 anos voltou a operar acima dos 5%, pressionando globalmente os rendimentos soberanos.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: -0,18%, aos 51.682,64 pontos;
- S&P 500: +0,17%, aos 7.650,50 pontos;
- Nasdaq: +0,40%, aos 26.522,545 pontos.
Na semana, Dow Jones caiu 1,69%, enquanto S&P 500 recuou 0,09%. Por outro lado, o Nasdaq encerrou com ganho de 0,72%.
O que impulsionou Wall Street hoje?
Na última sessão da semana, os Treasuries voltaram a pesar no humor dos mercados norte-americanos. Ainda assim, o impulso do segmento de tecnologia contribuiu para que o Nasdaq e o S&P encerrassem no terreno positivo.
Hoje, a Sandisk saltou 11% ainda como um reflexo da recuperação das ações do segmento após a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de elevar os juros nos EUA pela primeira vez em três anos.
Na avaliação do analista de investimentos da Nomad Luca Girardi, a sustentação do S&P e do Nasdaq foi concentrada em tecnologia e semicondutores, enquanto os setores mais cíclicos ficam para trás.
Já no noticiário corporativo, a saída de Warren Buffett da presidência do conselho da Berkshire Hathaway, passando a chairman emérito, com o filho Howard Buffett assumindo o posto ficou entre o destaque corporativo.
De acordo com Girardi, o setor de criptoativos também fica no radar positivamente após a decisão da SEC, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dos EUA, de conceder uma isenção condicional para negociação de versões tokenizadas de ações listadas nos Estados Unidos.
