Wall Street mostra recuperação à espera de ata do Fed, mas tech ainda pesa
Os índices de Wall Street começam o pregão desta quarta-feira (19) em alta diante do alívio no mercado dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries. Ainda assim, o setor de tecnologia segue no terreno negativo. O Departamento do Tesouro anunciou nesta quarta-feira que irá mais do que duplicar o volume de suas recompras […]

Os índices de Wall Street começam o pregão desta quarta-feira (19) em alta diante do alívio no mercado dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries. Ainda assim, o setor de tecnologia segue no terreno negativo.
O Departamento do Tesouro anunciou nesta quarta-feira que irá mais do que duplicar o volume de suas recompras de títulos da dívida pública.
Confira o desempenho dos principais dos índices logo após a abertura:
- Dow Jones: +0,24%, aos 53.472,92 pontos;
- S&P 500: +0,36%, aos 7.719,44 pontos;
- Nasdaq: +0,22%, aos 26.347,935 pontos.
O que mexe com Wall Street hoje?
Os investidores dos Estados Unidos seguem de olho no setor de tecnologia após o “sell-off” da véspera, o que também contaminou índices da Ásia, como o Kospi, que recuou mais de 6%.
A sul-coreana SK Hynix anunciou a recompra de ações de US$ 28 bilhões nos próximos três meses, acelerando seu programa de retorno aos acionistas. A notícia trouxe certo alívio para o segmento de tecnologia, que moderou as perdas momentaneamente.
Os investidores seguem de olho no mercado de títulos dos Estados Unidos, após o Treasury de 30 anos bater a máxima desde meados de 2002. Desde a tarde de terça-feira (18), porém, os títulos inverteram o sinal e operam em baixa.
Após a pressão da véspera, o Departamento do Tesouro dos EUA, liderado por Scott Bessent, anunciou um programa de recompra de títulos de longo prazo.
O programa terá como alvo os títulos com vencimento entre 10 e 20 anos e entre 20 e 30 anos, que têm sofrido com a paralisação dos compradores desde o final de junho.
O governo irá “no mínimo dobrar” o valor máximo de suas operações de recompra, de US$ 2 bilhões para “no mínimo” US$ 4 bilhões, de acordo com um comunicado do departamento.
Já no âmbito geopolítico, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segue afirmando que não há negociações em curso com o Irã. Ao mesmo tempo, o país persa diz que, caso a diplomacia falhe, adotará uma postura ofensiva.
Com o impasse e a continuidade do fluxo reduzido de navios no Estreito de Ormuz, os preços do petróleo operam com volatilidade. Por volta das 10h33 (horário de Brasília), o barril do Brent para outubro subia 0,33%, a US$ 91,32, na Intercontinental Exchange (ICE), de Londres.
Além disso, o mercado segue de olho na ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), aguardando maior detalhamento sobre a última decisão que manteve os juros no intervalo entre 3,50% e 3,75%.
Os investidores buscam entender se a melhora na inflação de curto prazo realmente reduz as chances de uma alta nos juros pelo Fed. Na ferramenta Fed Watch, do CME Group, a partir da reunião de dezembro a aposta é de aumento da taxa de juros pelo BC dos EUA.
