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MercadosBDR
13/07/2026
3 min

Wall Street opera sem direção única após a abertura com escalada das tensões EUA-Irã e salto nos preços do petróleo

Wall Street opera sem direção única após a abertura com escalada das tensões EUA-Irã e salto nos preços do petróleo

Os índices deWall Street iniciam a semana sem direção única com a tensão entre Estados Unidos e Irã sob os holofotes. A expectativa para novos dados de inflação também segue no radar.

Confira o desempenho dos índices logo após a abertura:

  • Dow Jones: +0,27%, aos 52.779,82 pontos;
  • S&P 500: -0,19%, aos 7.560,67 pontos;
  • Nasdaq: -0,59%, aos 26.126,609 pontos.

O que mexe com Wall Street hoje?

A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, o fechamento do Estreito de Ormuz, que ainda não tinha sido aberto totalmente, e as implicações do conflito concentram as atenções dos investidores nesta segunda-feira.

As forças militares dos dois países trocaram ataques intensos. No sábado (11), o Irã informou ter fechado o Estreito de Ormuz após disparar um tiro de advertência que atingiu uma embarcação que seguia por uma rota não autorizada e imobilizaram uma segunda embarcação no dia seguinte.

Ontem (12), as forças armadas norte-americanas disseram ter atacado, no domingo, sistemas de defesa aérea iranianos, estações de radar costeiras, capacidades de mísseis e drones e pequenas embarcações, utilizando aeronaves, navios de guerra e drones.

Já hoje, a Guarda Revolucionária do Irã informou que havia atacado instalações militares dos EUA no Barein e no Kuwait, destruído sistemas de radar em Omã e atingido tanques de combustível e depósitos de munição na Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, em resposta aos ataques dos EUA.

Também nesta manhã, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o seu país ‘provavelmente’ assumirá o controle do Estreito de Ormuz e que devem ser reembolsados por controlar a via navegável, por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial.

“Vamos manter o estreito e, provavelmente, administrá-lo. Nos tornaremos os guardiões do estreito. Talvez o chamemos de ‘anjo da guarda do estreito’. E deveríamos ser reembolsados por isso”, disse Trump em uma entrevista por telefone ao programa “Fox & Friends”, da Fox News.

Em reação aos últimos acontecimentos, os preços do petróleo voltar a subir e aumentar o temor de novos choques inflacionários na economia global. Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent para setembro subia 3,63%, a US$ 78,78 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já o contrato futuro do West Intermediate Texas (WTI), referência para o mercado norte-americano, para agosto subia 3,53%, a US$ 73,94 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

Já no cenário corporativo, a fabricante sul-coreana de chips e concorrente da Nvidia (NVDA), SK Hynixm estreoou na Nasdaq na última sexta-feira e encerrou o pregão com alta de 13%, a US$ 168,01. Com a disparada no primeiro dia de negociações, os papéis despencaram mais de 10% no pré-mercado hoje.

As ações estão sendo negociadas sob o código SKHYV e passarão a ser negociadas sob o código SKHY a partir de terça-feira.

Os dados macroeconômicos também ficam no radar. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de junho será divulgado amanhã. Embora o dado não seja a referência inflacionária para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), o CPI é usado pelo mercado para calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros.

Perto da abertura, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava para 65,3% de chance de o Fed manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na decisão prevista para o fim deste mês, no dia 29. Para a reunião seguinte, em setembro, a aposta majoritária é de alta de ao menos 25 pontos-base (72,8%).

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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