Wall Street opera sem direção única após inflação abaixo do esperado; mercado eleva aposta de manutenção dos juros pelo Fed

Os índices deWall Street iniciam o pregão desta terça-feira (14) em tom misto em reação a novos dados de inflação e a nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã com reflexo nos preços do petróleo.
Os investidores ainda acompanhar a participação do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) em audiência no Congresso e novas declarações de dirigentes do BC ao longo do dia, além dos resultados corporativos do segundo trimestre deste ano.
Confira o desempenho dos índices logo após a abertura:
- Dow Jones: -0,13%, aos 52.432,69 pontos;
- S&P 500: +0,21%, aos 7.531,27 pontos;
- Nasdaq: +0,52%, aos 26.008,731 pontos.
Inflação abaixo do esperado
Com breve o alívio dos preços do petróleo no mês de junho, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) registrou deflação de 0,4% em junho, a maior queda mensal dese abril de 2020 e abaixo das expectativas do mercado.
No acumulado de 12 meses, a inflação norte-americana registrou uma desaceleração de 4,2% em maio para 3,5%, também abaixo do esperado pelo mercado.
- CPI: Inflação dos EUA recua em junho e acumula alta anual de 3,5%, abaixo das expectativas
Embora o dado não seja a referência inflacionária para o Fed, o CPI é usado pelo mercado para calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros.
Após o dado, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava para 83,4% de chance de o Fed manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na decisão prevista para o fim deste mês, no dia 29. Antes do CPI, a probabilidade de manutenção de 63,1%.
Para a reunião seguinte, em setembro, as apostas também mudaram: o mercado segue com a aposta majoritária em uma nova alta, mas agora os traders veem 56,2% de chance de uma elevação nos juros contra 71,7% antes do CPI.
Balanços do 2T26
O mercado corporativo norte-americano também deu o pontapé na temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 com os resultados dos bancos.
Em destaque, JP Morgan, Goldman Sachs, Wells Fargo e Bank of America (BofA) reportaram números acima do esperado.
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Escalada das tensões no Oriente Médio
Os ataques mútuos entre Estados Unidos e Irã completam o terceiro dia desde o fim da trégua temporária entre os dois países.
Ontem (13), o presidente norte-americano Donald Trump anunciou que assumirá o controle do Estreito de Ormuz e deve cobrar um pedágio para o tráfego na via marítima.
Além disso, as Forças Armadas norte-americanas começarão a implementar um bloqueio marítimo ao Irã nesta terça-feira (14), segundo o Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC), liderado pela Marinha dos EUA.
Em reação aos últimos acontecimentos, os preços do petróleo estendem os ganhos após saltar quase 10% na véspera. Por volta de 10h30 (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent para setembro subia 3,64%, a US$ 86,33 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já o contrato futuro do West Intermediate Texas (WTI), referência para o mercado norte-americano, para agosto subia 2,98%, a US$ 80,47 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
