Wall Street pressiona, Ibovespa ‘resiste’ com Petrobras (PETR4) e fecha em leve baixa; dólar sobe a R$ 5,11

Em dia de ‘risk-off‘ no mercado internacional, o Ibovespa (IBOV) cedeu à pressão externa e encerrou o último pregão da semana em tom negativo com vencimento de opções e realização das blue chips. As perdas foram limitadas por Petrobras (PETR4).
Nesta sexta-feira (17), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com leve queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos. No acumulado das últimas cinco sessões, o IBOV recuou 2,33%.
Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1112, com alta de 0,24%. Na semana, a divisa avançou 0,05% ante o real.
Por aqui, os investidores reagiram a novos dados econômicos. Entre eles, o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br)registrou alta de 0,1% em maio na comparação mensal, acima das projeções de recuo de 0,2%, medidas pelo Broadcast.
Na base anual, a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de 0,8%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,4%.
“O IBC-Br mostrou uma economia ainda aquecida e esse fator diminui as chances de uma nova flexibilização da política monetária. Isso combinado com o tarifaço e as indefinições em relação ao conflito no Oriente Médio trouxeram o Ibovespa para baixo, com o investidor global diminuindo o apetite por risco nos mercados emergentes”, afirmou Josias Bento, especialista em mercado de capitais e sócio-fundador da GT Capital.
Na noite da última quarta-feira (15), os EUA anunciaram a imposição de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. As taxas se aplicam a milhares de produtos, incluindo açúcar, maquinário agrícola, vestuário, maquinário elétrico, papel e aço, e devem entrar em vigor na próxima quarta-feira (22).
Hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que só falará da tarifa após uma manifestação do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o assunto, ao mesmo tempo que declarou que ninguém vencerá o Brasil com mentiras.
Altas e quedas do Ibovespa
Entre as ações negociadas no Ibovespa, os ‘pesos-pesados’ pressionaram o índice. Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, encerrou o dia com recuo de 0,05% (R$ 72,94).
O setor de bancos também recuou em bloco: o Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com baixa de 0,96%; o Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, teve queda de 1,39% (R$ 41,96).
Já Petrobras(PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, ‘pegou carona’ com o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional e limitou as perdas do IBOV. PETR3 subiu de 2,62% (R$ 45,81) e PETR4 registrou alta de 2,53% (R$ 40,90).
Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.
A ponta negativa do IBOV foi liderada por Vivara (VIVA3), enquanto a ponta positiva foi encabeçada por Usiminas (USIM5).
Exterior
Os índices de Wall Street fecharam em baixa com a continuidade da pressão vendedora sobre o queda do segmento de semicondutores. A troca de ataques entre EUA e Irã pelo sexto dia consecutivo também dividiu as atenções.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: -0,77%, aos 52.146,42 pontos;
- S&P 500: -1,01%, aos 7.457,69 pontos;
- Nasdaq: -1,40%, aos 25.520,244 pontos.
Na Europa, os índices fecharam majoritariamente em queda com a venda global de ações de tecnologia. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações comrecuo de 0,34%, aos 641,53 pontos.
Na Ásia, os índices terminaram também em tom negativo: o índice Nikkei, do Japão, caiu 4,03% os 64.141,12 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve perda de 1,78%, aos 24.562,24 pontos pontos.
