Wall Street recua com peso dos Treasuries e do petróleo
Os índices de Wall Street operam em queda, novamente pressionados pelos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, e do avanço do petróleo Brent, que chegou a operar acima dos US$ 105. Confira o desempenhos do índices por volta de 11h28 (horário de Brasília): O que mexe com Wall Street hoje? A […]

Os índices de Wall Street operam em queda, novamente pressionados pelos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, e do avanço do petróleo Brent, que chegou a operar acima dos US$ 105.
Confira o desempenhos do índices por volta de 11h28 (horário de Brasília):
- Dow Jones: -0,19%, aos 51.084,31 pontos;
- S&P 500: -0,16%, aos 7.789,27 pontos;
- Nasdaq: -0,23%, aos 27.475,221 pontos.
O que mexe com Wall Street hoje?
A aversão ao risco é reforçada pela notícia de que os navios-tanque estão enfrentando um risco maior de ataques e intimidações ao atravessarem o Estreito de Ormuz, depois que o Irã emitiu novas advertências de que bloquearia rotas que não tivesse autorizado, segundo fontes.
As preocupações quanto ao abastecimento da demanda global de petróleo, devido ao conflito no Oriente Médio, além da redução da produção pelos Estados Unidos devido a um furacão que pode ameaçar as instalações offshore, pressionavam as cotações da commodity.
Por volta das 11h20 (horário de Brasília), o contrato do petróleo Brent para dezembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), de Londres, subia 4,46%, aos US$ 104,69 o barril.
Os Treasuries também seguem em alta, de olho nas preocupações com as contas públicas norte-americanas. O rendimento de 30 anos, após bater a máxima em 24 anos, opera em baixa, enquanto o título de 10 anos opera com ligeira alta, sem grandes mudanças.
O diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) Christopher Waller disse nesta quinta-feira que provavelmente serão necessários novos aumentos nas taxas de juros para reduzir a inflação à meta de 2% do Fed, mas acrescentou que há “flexibilidade” quanto ao ritmo dos aumentos e deixou em aberto a possibilidade de uma pausa na próxima reunião do Fed, em outubro.
“Se os dados econômicos continuarem a sair conforme o esperado, prevejo aumentos adicionais para apoiar um retorno mais rápido da inflação à nossa meta de 2%”, disse Waller em discurso preparado para ser proferido em um fórum do banco central da Turquia em Istambul.
“Mas há certa flexibilidade quanto ao momento em que esses aumentos ocorrerão. Os aumentos não precisam ocorrer em reuniões consecutivas, mas devem ser implementados em um prazo aceitável.”
Setores-chave do mercado sensíveis a custos de empréstimo mais elevados, como bancos e tecnologia, estiveram novamente sob pressão. Intel e Marvell Technology caem mais de 2%, enquanto as ações do Bank of America e Citigrou recuam cerca de 1%.
*Com informações de Reuters
