Wall Street recua em meio a cautela com juros, petróleo e tensões geopolíticas
Os principais índices de Wall Street operam em queda nesta quarta-feira (23), em um pregão marcado por cautela com a trajetória dos juros nos Estados Unidos, oscilações do petróleo e incertezas geopolíticas. Confira o desempenho dos índices, por volta das 11h15 (horário de Brasília): O que mexe com Wall Street hoje? Com preocupações com um […]
Os principais índices de Wall Street operam em queda nesta quarta-feira (23), em um pregão marcado por cautela com a trajetória dos juros nos Estados Unidos, oscilações do petróleo e incertezas geopolíticas.
Confira o desempenho dos índices, por volta das 11h15 (horário de Brasília):
- S&P 500: -0,50%, aos 7.726,00 pontos;
- Dow Jones: -0,04%, aos 51.842,23 pontos;
- Nasdaq: -1,02%, aos 26.967,391 pontos.
O que mexe com Wall Street hoje?
Com preocupações com um novo aumento nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), os investidores operam mais avessos ao risco.
Hoje, o mercado já precifica cerca de 65% de chance de o Fed elevar os juros na decisão de política monetária em outubro. Na semana passada, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) aumentou as taxas em 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00%. Essa foi o primeiro ajuste em três anos.
Com isso, os rendimentos dos títulos do Tesouro, os Treasuries, renovam as máximas históricas. Por volta de 11h (horário de Brasília), o rendimento do título de 10 anos avançou a 4,047%, enquanto o para 30 anos tinha alta a 5,355%.
Quando esses rendimentos sobem, parte dos investidores tende a reduzir exposição a ações de maior valorização, como as de tecnologia.
Além disso, o petróleo volta a pesar no humor do mercado. As cotações da commodity oscilam enquanto investidores acompanham sinais de diplomacia no Oriente Médio.
Ontem (22), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, durante o discurso na ONU, que a guerra com o Irã impediu Teerã de obter uma arma nuclear e alertou que pode “aniquilar a República Islâmica” caso não seja alcançado um acordo para pôr fim ao conflito.
Logo depois, o republicano disse a repórteres que autoridades do país tiveram uma reunião “muito boa” de três horas com a delegação iraniana.
Segundo a agência de notícias semioficial iraniana Mehr, o exército iraniano descreveu as falas de Trump sobre “aniquilar” Teerã como “um sinal de desespero estratégico”.
“Tais palavras demonstram o impasse estratégico dos Estados Unidos em sua agressão contra a nação iraniana, e a repetição de alegações e ameaças infundadas, dada a exaustão das forças armadas americanas, não é um sinal de poder, mas sim de seu desespero estratégico”, afirmou o Estado-Maior do Irã.
