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Sacre Investimentos
MercadosBDR
05/06/2026
4 min

Wall Street recua forte e puxa Ibovespa para o tom negativo com payroll e Oriente Médio; dólar dispara a R$ 5,15

Wall Street recua forte e puxa Ibovespa para o tom negativo com payroll e Oriente Médio; dólar dispara a R$ 5,15

Os dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos mais fortes do que o esperado e a nova escalada das tensões no Oriente Médio aumentaram a aversão a risco dos investidores globais.

Em Wall Street, os índices operam em tom negativo, com destaque para Nasdaq, que recua 3%, e o S&P 500, que zera os ganhos da semana e caminha para a queda da sequência de nove semanas de ganhos.

Como reflexo da piora externa, o Ibovespa (IBOV) também opera em tom negativo. Por volta de 14h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira caía 0,77%, aos 160.013,95 pontos, na mínima intradia.



Com poucos destaques domésticos, a piora do humor dos investidores deve-se a dados mais fortes do mercado de trabalho nos Estados Unidos.

O payroll apontou a criação de 172 mil empregos em maio, segundo relatório publicado nesta sexta-feira (5) pelo U.S Bureau Labor Statistics. O resultado representa um avanço no mercado de trabalho em relação a abril. Os economistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam a criação de 85 mil vagas no mês.

A taxa de desemprego se manteve em 4,3% em maio com relação ao mês anterior, como o esperado.

Além disso, os dados de março e abril foram revisados para cima. Os de março subiram de 185 mil para 214 mil empregos, enquanto os de abril passaram de 115 mil para 179 mil.

O relatório de empregos é a principal métrica do mercado de trabalho dos EUA e avaliado de perto pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos).

Com a leitura de que a economia dos EUA segue resilientes, em um cenário de juros elevados, o mercado passou a precificar juros mais altos por mais tempo, apontando para uma retomada do ciclo de aperto ainda neste ano. Antes do payroll, a aposta majoritária era de alta nos juros a parti de janeiro de 2027.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, os agentes financeiros veem 51% de chance de alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) em outubro deste ano.

  • Payroll forte reduz apostas em corte de juros nos EUA e pressiona mercados globais

O cenário geopolítico também pesa nos mercados. No início da tarde, a CNN divulgou uma entrevista Mohsen Rezaei, conselheiro militar do Líder Supremo do Irã, em que ele afirma que, sem acordo, o país persa pode expandir a guerra para o Oceano Índico e atacar outras bases militares dos EUA.

Rezaei também disse que “as negociações estão num impasse e [o presidente dos EUA, Donald] Trump precisa romper esse impasse”.

E o dólar?

O cenário geopolítico e a expectativa de juros elevados por mais tempo nos EUA, o dólar ganha força ante moedas globais, como euro e libra, e volta a superar os 100 pontos. Por volta de 14h20, o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,61%, a 100,019 pontos.

Na comparação com o real, a divisa acompanha o desempenho do exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana operava a R$ 5,1416, com alta de 1,48%.

Na máxima intradia, o dólar chegou a ser cotado a R$ 5,1546 (+1,73%) no mercado à vista.



Petróleo em queda

Apesar da escalada das tensões geopolíticas com novas declarações do Irã, os preços do petróleo operam em queda com o fortalecimento do dólar global.

Por volta de 14h20, os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto registravam queda de 2,22%, a US$ 92,92 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham recuo de 3,25%, a US$ 90,04 o barril.

Exterior

Os índices de Wall Street operam em forte queda. Por volta de 14h (horário de Brasília), o S&P 500 caía 1,77%, aos 7.450,60 pontos; Dow Jones tinha queda de 0,82%, aos 51.140,41 pontos, e Nasdaq tombava 2,92%, aos 26.049,482 pontos.

O VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, disparava 20%, aos 18,46 pontos – nível considerado como um ambiente de leve preocupação no mercado.

Na Europa, os índices fecharam sem direção única com pressão do setor de tecnologia e inteligência artificial e precificação de altas nos juros dos EUA, além de dados macroeconômicos. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,29%, aos 622,66 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam o pregão em queda com IA em foco. O índice de Nikkei, do Japão, caiu 1,31% os 66.588,12 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 1,15%, aos 24.961,95 pontos.

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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