Wall Street sobe 1% de olho em títulos antes do payroll
Os índices de Wall Street encerraram em alta o pregão nesta quinta-feira (3), ainda como um reflexo no alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, após terem batido recordes na véspera. Confira o fechamento dos índices: O que impulsionou Wall Street hoje? Os Treasuries operaram no terreno negativo após as […]

Os índices de Wall Street encerraram em alta o pregão nesta quinta-feira (3), ainda como um reflexo no alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, após terem batido recordes na véspera.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +1,16%, aos 53.686,11 pontos;
- S&P 500: +1,06%, aos 7.747,71 pontos;
- Nasdaq: +1,40%, aos 26.584,06 pontos.
O que impulsionou Wall Street hoje?
Os Treasuries operaram no terreno negativo após as falas do diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) Christopher Waller de que, se os próximos dados confirmarem que as pressões inflacionárias estão diminuindo, ele está inclinado a defender a manutenção da taxa de juros na próxima reunião do Fed.
“Minha decisão sobre a postura adequada da política monetária será fortemente influenciada pelo que soubermos sobre a inflação de agosto”, disse Waller em um discurso preparado para ser proferido em um evento do Reuters NEXT Newsmaker em Washington.
Na ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de uma alta nos juros pelo Fed em setembro caiu de cerca de 63% na quarta-feira (2) para 50,4% hoje.
O mercado ainda espera o principal dado do mercado de trabalho dos Estados Unidos acompanhado pelo Fed, o payroll, nesta sexta-feira (4). Os dados do mercado de trabalho privado, medido pelo Jolts, e o relatório semanal ADP vieram abaixo do previsto pelos economistas.
O setor de tecnologia encerrou com ganho de 1,25% na sessão de hoje. Mais cedo, a Nvidia (NVDA) anunciou a compra da plataforma de IA Hugging Face, em um negócio avaliado em cerca de US$ 13 bilhões. A fabricante de chips encerrou com alta de 1,78%.
Já a Snowflake saltou mais de 16% após reportar resultados acima do esperado no segundo trimestre de 2026.
Oriente Médio
Na geopolítica, o Wall Street Journal reportou que o deslocamento de tropas norte-americanas pode sugerir que o conflito com o Irã seja estendido até o próximo ano.
Já o The Washington Post aponta que a Síria, sob o comando de seu novo presidente, Ahmed al-Sharaa, está se apresentando como um corredor terrestre relativamente estável para o transporte de energia e mercadorias, além de uma alternativa ao Estreito de Ormuz.
Aliado de al-Sharaa, Donald Trump classificou o relato como uma “ótima notícia”. Trump também disse que os Estados Unidos têm “quantidades virtualmente ilimitadas de munição” muito além do que seria necessário para a operação militar no Irã “ou para qualquer outra guerra”.
À tarde, o site The New York Post noticiou que Omã recusou o pedido do Irã para, em conjunto, cobrar taxas de serviço de navios comerciais no Estreito de Ormuz, em meio a ameaças de Washington contra os dois países. O relato contradiz uma declaração feita na semana passada pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, em inglês).
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com queda de 0,12%, a US$ 95,52 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
