Wall Street tem tom misto de olho em Oriente Médio e à espera de Fed
Os índices de Wall Street tiveram mais uma sessão volátil e encerraram o pregão sem direção única em reação a balanços corporativos, queda dos preços do petróleo pelo terceiro dia consecutivo e otimismo de avanço nas negociações de paz no Oriente Médio e reabertura do Estreito de Ormuz. O ‘sell-off‘ em ações de semicondutores continuou […]

Os índices de Wall Street tiveram mais uma sessão volátil e encerraram o pregão sem direção única em reação a balanços corporativos, queda dos preços do petróleo pelo terceiro dia consecutivo e otimismo de avanço nas negociações de paz no Oriente Médio e reabertura do Estreito de Ormuz.
O ‘sell-off‘ em ações de semicondutores continuou a pressionar o índice Nasdaq em meio à espera dos balanços das big techs e temores concentrados nos investimentos massivos em infraestrutura de inteligência artificial (IA).
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +1,03%, aos 52.747,53 pontos;
- S&P 500: +0,22%, aos 7.429,19 pontos;
- Nasdaq: -0,22%, aos 24.876,912 pontos.
Wall Street de olho no Fed
A trégua nos ataques entre Estados Unidos e Irã e avanço nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz entre Teerã, Omã e Arábia Saudita foram ofuscados pela expectativa pela decisão sobre os juros norte-americanos.
Amanhã (29), o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) deve manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva.
Desta vez, porém, o mercado espera uma decisão não-unânime – diferente da última decisão e primeira de Kevin Warsh no comando. Os investidores também já esperam sinalizações de novos aumentos nas taxas a partir da decisão seguinte, em setembro.
De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, os traders veem 70,6% de chance de juros inalterados pelo Fed nesta terça-feira. Já para a decisão de setembro, a aposta majoritária segue de ajuste para cima (76,9%).
Para o ING, a aversão do presidente do Fed, Kevin Warsh. ao forward guidance aumenta a percepção dos mercados de risco de surpresas no dia da reunião.
Os balanços corporativos também ficam no radar: Amazon, Apple, Meta Platforms e Microsoft divulgam os resultados do segundo trimestre ao longo da semana.
