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MercadosBDR
22/10/2026
3 min

Wall Street tem tom misto; Nasdaq tomba 2% com Meta

Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta quinta-feira (22) sem direção única, com aumento das preocupações com gastos em infraestrutura de inteligência artificial (IA). Confira o fechamento dos índices: O Dow Jones inverteu o sinal para o tom positivo na reta final do pregão após a Casa Branca divulgar que o presidente Donald […]

Wall Street tem tom misto; Nasdaq tomba 2% com Meta

Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta quinta-feira (22) sem direção única, com aumento das preocupações com gastos em infraestrutura de inteligência artificial (IA).

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,02%, aos 52.866,85 pontos;
  • S&P 500: -1,21%, aos 7.663,43 pontos;
  • Nasdaq: -2,60%, aos 26.008,859 pontos.

O Dow Jones inverteu o sinal para o tom positivo na reta final do pregão após a Casa Branca divulgar que o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para reduzir os custos de habitação.

O que pressionou Wall Street?

Os investidores operaram mais avessos à risco com novas preocupações com os gastos de empresas de IA. Por outro lado, os rendimentos dos Treasuries de longo prazo tiveram mais um dia de alívio com busca por ativos de segurança, a despeito da disparada do petróleo para a máxima de cinco meses.

Os balanços corporativos concentraram as atenções. Os resultados de Meta (META) e Tesla (TSLA) superaram as expectativas, mas ações operaram em queda. META terminou com baixa de 6,98% (US$ 648,85) e TSLA caiu 3,08% (US$ 374,58).

Em destaque, a Meta registrou uma alta de 26% na receita na comparação anual, a US$ 64,60 bilhões. Já o lucro por ação foi de US$ 3,83, abaixo dos US$ 5,75 esperados por analistas. Contudo, os gastos com IA levaram a dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp à primeira queima de caixa em mais de uma década.

Especialistas afirmam que essa onda de endividamento deixa as empresas de IA vulneráveis a qualquer queda brusca na demanda, ao mesmo tempo em que as sobrecarrega com chips que se desvalorizam em cinco ou seis anos, forçando uma nova rodada de investimentos para se manterem competitivas.

No cenário macroeconômico, o número de norte-americanos que solicitaram novos pedidos de auxílio-desemprego caiu para próximo dos níveis mais baixos em 57 anos na semana passada, indicando um baixo índice de demissões em massa e estabilidade no mercado de trabalho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego estadual caíram 6.000, para 194.000, após ajuste sazonal, na semana encerrada em 17 de outubro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters haviam previsto 200.000 pedidos para a última semana.

Os pedidos estão muito próximos do nível de 189.000 atingido em meados de julho, que foi o menor registro desde 1969.

Os dados, porém, não alteraram as apostas sobre a trajetória dos juros nos EUA. Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 92,8% de chance de o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) manter os juros inalterados na faixa de 3,75% a 4,00% na próxima quarta-feira (28).

Para dezembro, a aposta majoritária (81,3%) é de elevação de pelo menos 25 pontos-base nos juros.

*Com informações de Reuters

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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