WEG fecha contrato de R$ 1,2 bi com a Engie para ampliar hidrelétrica

A WEG (WEGE3) comunicou ao mercado nesta segunda-feira, 27, que foi contratada pela Engie Brasil Energia para o fornecimento de duas unidades geradoras destinadas à ampliação da Usina Hidrelétrica Jaguara, localizada no Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, no município de Rifaina (SP).
O projeto prevê investimento total de R$ 1,2 bilhão e vai ampliar a capacidade instalada da usina em 232 MW. O acréscimo virá da instalação de duas novas unidades geradoras em poços já existentes, cada uma com 116 MW de potência. O início da operação das novas turbinas está previsto para 2030.
Segundo a companhia, a expansão da Usina Jaguara reforça o papel estratégico das hidrelétricas no cenário de transição energética, dada a contribuição desse tipo de geração para o atendimento das altas demandas de energia no horário de ponta e para a segurança energética do país.
"A participação da WEG na expansão da Usina Hidrelétrica Jaguara evidencia a capacidade da Companhia de desenvolver e fornecer soluções completas para projetos estratégicos do setor elétrico", afirmou a fabricante no comunicado, assinado pelo diretor de Finanças e Relações com Investidores, André Menegueti Salgueiro.
Contrato reforça divisão de energia
O contrato com a Engie recai sobre uma das áreas de negócio mais acompanhadas da WEG: a de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD). A frente vem sendo apontada por analistas como um dos vetores de crescimento da companhia para os próximos anos, à medida que novos projetos de transmissão e distribuição entram em operação.
WEG superou expectativas no 2T26
O anúncio ocorre poucos dias após a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026. Na quarta-feira passada, 22, a WEG reportou lucro líquido de R$ 1,558 bilhão, uma queda de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas alta de 7% frente ao primeiro trimestre. O resultado superou as projeções do mercado — o consenso compilado pelo BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME) apontava para um lucro de R$ 1,496 bilhão.
A receita operacional líquida somou R$ 10,14 bilhões no trimestre, recuo de 0,6% na comparação anual e avanço de 7,1% ante o primeiro trimestre. O Ebitda atingiu R$ 2,213 bilhões, com margem de 21,8%, um dos patamares mais elevados da história recente da companhia. O retorno sobre o capital investido (ROIC) chegou a 33,6% nos últimos 12 meses, alta de 0,7 ponto percentual na base anual.
No balanço, o principal detrator no mercado interno foi o negócio de geração solar, pressionado pela ausência de novos projetos em 2026. Do lado positivo, a companhia destacou as entregas de projetos de transmissão e distribuição e a melhora da atividade industrial no país. No mercado externo, as vendas em dólares cresceram 14,7% na comparação anual, impulsionadas pela demanda em América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico, com destaque para equipamentos voltados aos segmentos de óleo e gás e de ventilação e refrigeração para data centers.
A reação dos investidores ao balanço foi positiva, e as ações da WEG registraram forte valorização após a divulgação dos números.
