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ColunasACS
28/07/2026
2 min

WEG (WEGE3): Resultado do 2T26 sugere operação mais resiliente

A WEG (WEGE3) apresentou um segundo trimestre de 2026 (2T26) com receita ligeiramente abaixo das expectativas, mas com margens melhores do que o mercado temia. A receita líquida consolidada recuou 0,6% na comparação anual, para R$ 10,1 bilhões, pressionada principalmente pela queda de 22,9% nas vendas de equipamentos de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia […]

WEG (WEGE3): Resultado do 2T26 sugere operação mais resiliente

A WEG (WEGE3) apresentou um segundo trimestre de 2026 (2T26) com receita ligeiramente abaixo das expectativas, mas com margens melhores do que o mercado temia. A receita líquida consolidada recuou 0,6% na comparação anual, para R$ 10,1 bilhões, pressionada principalmente pela queda de 22,9% nas vendas de equipamentos de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD) no mercado interno, em razão da desaceleração dos projetos de energia solar no Brasil.

Por segmentos, GTD caiu 9%, para R$ 3,7 bilhões, apesar do avanço de 6% nas vendas externas. Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais cresceram 6%, para R$ 5,2 bilhões, apoiados pela maior atividade industrial doméstica. Já Motores Comerciais e Appliance recuaram 4%, para R$ 777 milhões, enquanto Tintas e Vernizes avançaram 6%, para R$ 424 milhões.

O principal destaque positivo veio da rentabilidade. A margem bruta avançou 1,6 ponto percentual em relação ao 1T26, embora ainda tenha recuado 0,5 ponto frente ao 2T25. A margem Ebitda, por sua vez, caiu apenas 0,3 ponto percentual na comparação anual, desempenho melhor do que o esperado diante das tarifas, da desvalorização do dólar e da fraqueza de GTD.

O Ebitda recuou 2,1%, para R$ 2,2 bilhões, e o lucro líquido também caiu 2,1%, para R$ 1,5 bilhão, ambos acima das estimativas. O ROIC permaneceu elevado, em 33,6%.

Após um primeiro trimestre mais fraco, os números do 2T26 sugerem uma operação mais resiliente e reforçam uma visão construtiva para o segundo semestre e para 2027, especialmente diante do histórico de execução da companhia, das avenidas de crescimento ainda relevantes e da negociação a cerca de 23 vezes os lucros esperados para o próximo ano.

AutorMatheus Spiess
FonteMoney Times
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