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InvestMercados
14/07/2026
2 min

Wells Fargo quer aumentar dividendo em 11% após lucrar forte no 2º tri

Wells Fargo quer aumentar dividendo em 11% após lucrar forte no 2º tri

O Wells Fargo, um dos grandes bancos dos Estados Unidos, registrou um lucro por ação de US$ 2,00 no segundo trimestre, valor bem acima da estimativa de US$ 1,72 feita por analistas consultados pela LSEG, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 14.

A receita também superou as projeções, somando US$ 22,62 bilhões ante expectativa de US$ 21,84 bilhões. Com o resultado, as ações do banco chegaram a subir 1,5% no pré-mercado hoje, de acordo com dados do Investing.com.

O crescimento apareceu de forma disseminada entre as áreas de negócio do banco. A receita com juros avançou cerca de 5% na comparação anual, enquanto a área de mercados, que negocia títulos, moedas e outros ativos por conta própria e de clientes, teve salto de 24%.

A divisão de banco corporativo e de investimento cresceu 16%, e a de gestão de patrimônio e investimentos avançou 13%. De acordo com o próprio banco, todas as áreas operacionais entregaram crescimento forte no período.

Controle de despesas ajuda a ampliar margem

Do lado dos custos, as despesas totais subiram 2% no trimestre, com os gastos não ligados diretamente à geração de receita caindo na comparação anual, o que, na visão do banco, ajudou a produzir alavancagem operacional positiva, ou seja, a receita cresceu num ritmo mais rápido do que as despesas.

Banco eleva dividendo em 11% e recompra ações

O Wells Fargo informou que pretende elevar o dividendo trimestral em 11%, para US$ 0,50 por ação, a partir do terceiro trimestre. No período que já passou, o banco recomprou US$ 3 bilhões em ações próprias no mercado.

Fim do teto de ativos reforça otimismo do CEO

O CEO do banco, Charlie Scharf, adotou tom positivo ao comentar o resultado, atribuindo o desempenho a um ambiente econômico estadunidense favorável, que teria beneficiado o crescimento em todas as frentes de negócio, bem como em meio à oferta pública inicial (IPO) da SpaceX.

"Estamos claramente nos beneficiando da força econômica generalizada que observamos nos EUA", disse.

Scharf também citou, segundo a CNBC, a recente retirada do teto de ativos que limitava a expansão do banco havia anos, uma restrição imposta por reguladores como consequência de problemas de conduta sob a gestão anterior da instituição, entre eles o escândalo de contas fictícias abertas sem autorização de clientes.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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