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Sacre Investimentos
EmpresasACS
24/09/2026
3 min

Yduqs (YDUQ3) anuncia dividendos de R$ 750 milhões após fusão com a Afya, mas presente da dona da Estácio ao acionista pode ser ainda maior, diz JP Morgan

Fusão Yduqs e Afya promete dividendos de R$ 750 milhões, que representa um yield de 38% e sinergias bilionárias, mas potencial de retorno ao acionista pode ser ainda maior

Yduqs (YDUQ3) anuncia dividendos de R$ 750 milhões após fusão com a Afya, mas presente da dona da Estácio ao acionista pode ser ainda maior, diz JP Morgan

A fusão da Yduqs (YDUQ3) com a Afya, que cria a maior plataforma de educação superior privada do país, já veio com um presente aos acionistas. A empresa anunciou dividendos de R$ 750 milhões a serem pagos da data da assinatura da fusão até a sua conclusão, em 2028.

Esse primeiro pagamento equivale a um dividend yield de aproximadamente 38%. Mas o pagamento aos acionistas pode ser ainda maior.

A empresa afirmou em sua apresentação que pretende estabelecer um payout de 50% do lucro.

"Também veríamos com bons olhos uma política robusta de retorno ao acionista, como o payout mínimo de 50% em dividendos mencionado na apresentação", diz o JP Morgan em relatório.

As avenidas de retorno ao acionista da Afya e Yduqs

O próprio crescimento da empresa e seu desconto em relação a outros pares globais são outros destaques.

Até a conclusão da transação, cada empresa continuará distribuindo seu próprio fluxo de caixa aos acionistas até a conclusão da transação, "o que beneficia a Yduqs devido ao seu maior retorno em distribuições (yield), diz o JP Morgan.

Outro potencial de retorno aos acionistas vem da própria operação. A operação será feita por meio de trocas de ações e, segundo a estrutura de capital divulgada pela companhia, o potencial de valorização das ações é de 6,4% para a Yduqs, calculou o banco.

As sinergias são outro ganho bilionário para as empresas: as duas esperam reduções de custo de R$ 2 bilhões a R$ 2,2 bilhões. Cerca de 80% desse potencial deve ser alcançado nos primeiros três anos da fusão.

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O segmento premium, principalmente voltado aos cursos de medicina, será o grande motor de crescimento da companhia. "Vemos a nova empresa combinada como um ativo interessante, com um portfólio mais premium (responsável por cerca de dois terços do EBITDA) e maior liquidez, o que poderia atrair uma base mais ampla de acionistas", afirmou o banco em relatório.

Segundo as empresas, a nova companhia é negociada a um múltiplo entre preço da ação e Ebitda de 4,4 vezes, o que representa um desconto de 50% versus pares globais, como a Covista e Laureate, por exemplo.

Os atuais acionistas da Afya serão os controladores da companhia, com 69% de participação, enquanto a Yduqs ficará com os 31% restantes. O grupo alemão Bertelsmann, controlador da Afya, terá uma fatia de 47% e indicará a maioria do conselho de administração e o seu presidente. A Advent e Chaim Zaher, os principais acionistas da brasileira, terão 5% cada.

AutorKarin Salomão
FonteSeu Dinheiro
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